Seis homens são atualmente procurados pela Justiça no Rio Grande do Norte por crimes de feminicídio, segundo levantamento baseado em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão. Esses indivíduos possuem mandados de prisão emitidos e pendentes, ou seja, deveriam estar presos, mas continuam em liberdade.
Entre os casos, um dos procurados já foi condenado em definitivo: Antonio Marcos Soares Nogueira cumpre pena de 20 anos e seis meses pelo assassinato de Mércia Freire de Mendonça, ocorrido em Mossoró em outubro de 2015. Os demais quatro têm mandados de prisão preventiva, aguardando julgamento, e há ainda um mandado de recaptura em aberto.
No Brasil, são 366 pessoas procuradas por crimes de feminicídio ou tentativa do crime. O levantamento evidencia que a maioria dos casos tem autoria conhecida, demonstrando eficácia investigativa, mas expõe fragilidades no cumprimento das ordens de prisão, segundo especialistas ouvidos.
O aumento dos casos de feminicídio é preocupante. Em 2025, o país registrou 1.530 mulheres assassinadas, média de quatro por dia. A legislação brasileira define feminicídio como o assassinato de uma mulher pelo fato de ela ser mulher, com penas que podem chegar a 40 anos de prisão.
A análise dos mandados mostra diferentes situações: prisão preventiva, temporária, recaptura, condenação com trânsito em julgado e prisão definitiva ainda em recurso. Cada um desses casos reflete não apenas um crime cometido, mas também a necessidade de reforçar a execução das ordens judiciais.
Especialistas destacam que, embora a identificação dos autores seja rápida na maioria dos casos, o principal desafio é garantir que as prisões sejam efetivamente cumpridas. A situação evidencia lacunas estruturais no sistema penal e reforça a urgência de medidas que protejam as mulheres e assegurem a responsabilização dos criminosos.

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