A seca no Rio Grande do Norte atingiu 127 municípios, colocando 76% das cidades do estado em situação de emergência, conforme dados do Sistema Integrado de Operações Sobre Desastres, plataforma vinculada ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.
O cenário revela um quadro preocupante para a população, especialmente nas áreas mais vulneráveis, com impactos diretos no abastecimento de água, na produção agrícola e nas condições de vida das famílias que dependem do campo para subsistência.
Atualmente, o Rio Grande do Norte lidera o ranking do Nordeste e ocupa a segunda posição no país em número de municípios afetados pela seca, ficando atrás apenas de Minas Gerais, o que evidencia a gravidade da estiagem enfrentada no estado.
As regiões mais atingidas concentram-se no Seridó potiguar e nas microrregiões da Serra de São Miguel e de Pau dos Ferros, conhecidas como Alto Oeste, onde a escassez de chuvas compromete reservatórios, reduz a produção rural e agrava a crise hídrica.
Com o reconhecimento da situação de emergência, os municípios passam a ter acesso facilitado a recursos federais destinados ao enfrentamento da seca, permitindo a adoção de medidas emergenciais para reduzir os impactos sociais e econômicos da estiagem.
Entre as principais ações estão a operação de carros-pipa, a recuperação de poços, a distribuição de cestas básicas e o apoio direto à agricultura familiar, possibilitando respostas mais rápidas e eficazes diante do agravamento da crise hídrica no estado.

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