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Domingo, 01 de Fevereiro 2026

Economia

Exportações de serviços no Brasil atingem recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços lança plataforma com estatísticas detalhadas e interativas sobre o comércio global de serviços.

Redação
Por Redação
Exportações de serviços no Brasil atingem recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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As exportações brasileiras de serviços registraram um valor histórico de US$ 51,83 bilhões em 2025, com 65% desse montante proveniente de serviços digitais. Este dado foi revelado no Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), uma ferramenta apresentada na última quarta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A nova plataforma disponibiliza estatísticas inéditas e interativas acerca das transações internacionais de serviços tanto do Brasil quanto de outros países. Ao contrário da balança comercial de mercadorias, o setor de serviços carecia de informações detalhadas e específicas no cenário nacional.

Embora as operações de serviços já fossem incluídas nas contas externas divulgadas mensalmente pelo Banco Central (BC), a autoridade monetária consolidava esses dados de forma agregada, sem oferecer um detalhamento aprofundado dos números.

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Os dados apresentados no painel são fundamentados nas informações primárias do Banco Central e agora fazem parte do conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O ComexVis Serviços integra-se ao ecossistema digital do ministério, que já inclui outras ferramentas interativas como o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos e indicadores.

Desenvolvida pela Secex, a iniciativa visa aprimorar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas que impulsionem a competitividade do setor de serviços brasileiros no âmbito internacional. A plataforma possibilita a consulta de valores atualizados de exportações e importações, o acompanhamento da evolução histórica dos fluxos e a análise da distribuição por setores e parceiros comerciais.

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a criação do painel atende a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele destacou a relevância dos serviços como uma fronteira cada vez mais importante no comércio exterior, mencionando que aproximadamente 40% do valor agregado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, conforme dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"A plataforma responde à necessidade de dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional", afirmou Alckmin em comunicado.

De acordo com a Secex, a iniciativa é fundamental para expandir o conhecimento sobre o setor e apoiar o segmento produtivo. A secretaria ressalta que, ao disponibilizar informações de forma clara e visual, o painel capacita o governo, empresários e associações a identificar novas oportunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços.

Dependência de capitais externos

Apesar do desempenho recorde nas exportações de serviços em 2025, o Brasil mantém um déficit persistente na balança setorial. No ano passado, o país importou US$ 104,77 bilhões em serviços, resultando em um saldo negativo de US$ 52,94 bilhões. Somando-se ao elevado volume de remessas de lucros para o exterior em 2025, as contas externas brasileiras encerraram o ano com um déficit total de US$ 68,791 bilhões.

Este déficit nas contas externas poderia ter sido o dobro, não fosse o superávit de US$ 68,293 bilhões registrado na balança comercial no mesmo período. Na prática, déficits nas contas externas sinalizam uma dependência de recursos financeiros externos, como os da bolsa de valores e investimentos diretos de empresas estrangeiras no Brasil, para equilibrar o balanço de pagamentos, elevar as reservas internacionais e evitar a desvalorização do real.

Em 2025, o déficit das contas externas foi mais do que compensado pelo investimento estrangeiro direto (IED), que atingiu US$ 77,676 bilhões, o melhor resultado desde 2014. Um aumento contínuo nas exportações de serviços seria crucial para diminuir a dependência do Brasil em relação a capitais externos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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