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Quinta-feira, 29 de Janeiro 2026

Saúde

Governo federal planeja entregar mais 400 unidades odontológicas móveis

Parte do programa Brasil Sorridente, as unidades móveis levam assistência a comunidades vulneráveis, como indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e assentados.

Redação
Por Redação
Governo federal planeja entregar mais 400 unidades odontológicas móveis
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O governo federal tem a expectativa de disponibilizar mais 400 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) até março, somando-se às 400 já entregues no ano anterior. A informação foi divulgada nesta terça-feira (28) por Edson Hilan Gomes de Lucena, coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, durante sua participação no Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que ocorre no Expo Center Norte, na capital paulista.

“Ao todo, serão 800 novas unidades móveis entregues até março, destinadas a todas as unidades federativas”, declarou Lucena em entrevista à Agência Brasil.

Essas unidades integram o programa Brasil Sorridente, uma iniciativa focada em proporcionar assistência odontológica a comunidades com acesso limitado aos serviços de saúde, abrangendo grupos como indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e assentados. Conforme o ministério, a meta é assegurar o atendimento a todos os cidadãos.

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A proposta abrange desde procedimentos de atenção primária até intervenções especializadas, como tratamentos endodônticos e a disponibilização de próteses dentárias.

“O Brasil Sorridente, que representa a política nacional de saúde bucal, tem a missão de levar cuidados a toda a população brasileira", ressaltou Lucena.

De acordo com Gomes de Lucena, a unidade móvel constitui um dos pilares do programa, funcionando como um consultório odontológico itinerante. Esses veículos são equipados com raio X, cadeira odontológica e outros instrumentos necessários para realizar restaurações, extrações e procedimentos preventivos, permitindo que as equipes de saúde bucal alcancem regiões mais remotas, como áreas rurais, quilombos, assentamentos e comunidades em situação de rua.

Em setembro do ano anterior, a cidade de Mâncio Lima, no Acre, recebeu uma das Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), proporcionando acesso a tratamento odontológico para suas populações ribeirinhas. Para levar o serviço a comunidades isoladas, as equipes locais desenvolveram uma solução criativa: construíram uma balsa e nela instalaram a unidade móvel, garantindo que o atendimento chegasse através dos rios.

Expansão e tecnologia no congresso

Durante a entrevista concedida à Agência Brasil no congresso, Lucena revelou que o governo federal pretende expandir a gama de tratamentos disponíveis nas unidades móveis. A intenção é que esses consultórios itinerantes passem a oferecer também tratamentos de canal e próteses dentárias com fluxo digital, uma tecnologia que viabiliza restaurações mais céleres e exatas.

“Estamos desenvolvendo um projeto-piloto para próteses dentárias com fluxo digital no município de Cavalcante, em Goiás. A previsão é que o lançamento ocorra na próxima semana”, comunicou. Ele explicou o funcionamento: “Com esse equipamento, a arcada dentária do paciente é escaneada para a impressão da prótese. No retorno, o paciente já recebe a prótese. Serão distribuídos 500 kits completos para o fluxo digital em diversos municípios do país”, acrescentou.

A retomada do programa

As unidades odontológicas móveis foram concebidas durante o segundo mandato do governo Lula, em 2009. Contudo, o programa foi descontinuado em 2015, sendo reativado apenas em agosto do ano anterior, período em que passou a ser beneficiado por investimentos do Novo PAC Saúde.

Ângelo Giuseppe Roncalli Costa Oliveira, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), liderou um levantamento para analisar a eficácia da iniciativa. Esse censo, realizado em 267 municípios brasileiros que haviam recebido unidades móveis até 2017, foi concluído antes da interrupção do programa. Os resultados já indicavam que as unidades odontológicas móveis desempenham um papel crucial na ampliação do acesso da população à saúde bucal. “A importância reside na expansão do acesso”, enfatizou o coordenador-geral.

“Em 75% das unidades em operação, houve unanimidade entre gestores e dentistas quanto à significativa ampliação do acesso aos serviços. Era um consenso entre eles que certas comunidades jamais teriam contato com um profissional de odontologia se não fosse pela presença dessas unidades móveis”, concluiu Lucena.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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