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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Economia

Dezenove estados e o Distrito Federal atingem menor desemprego histórico em 2025

A taxa de desocupação nacional encerrou o ano de 2025 em 5,6%, o patamar mais baixo já registrado na série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE.

Redação
Por Redação
Dezenove estados e o Distrito Federal atingem menor desemprego histórico em 2025
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Dezenove unidades federativas, incluindo o Distrito Federal (DF), registraram em 2025 os menores índices de desocupação desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, em 2012.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No panorama nacional, o ano de 2025 encerrou com uma taxa de desemprego de 5,6%, representando o nível mais baixo já apurado na série histórica que teve início em 2012, conforme anúncio prévio do IBGE no final de janeiro.

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A metodologia da pesquisa do IBGE analisa o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, considerando todas as modalidades de ocupação, como empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e por conta própria.

Pelos critérios adotados pelo instituto, somente é considerada desocupada a pessoa que comprovadamente procurou uma vaga nos 30 dias que antecederam a pesquisa. O levantamento abrange 211 mil domicílios espalhados por todos os estados e o Distrito Federal.

Recordes históricos de desocupação

As unidades da federação (UF) que alcançaram as menores taxas de desemprego foram:

Mato Grosso: 2,2%

Santa Catarina: 2,3%

Mato Grosso do Sul: 3%

Espírito Santo: 3,3%

Paraná: 3,6%

Rio Grande do Sul: 4%

Minas Gerais: 4,6%

Goiás: 4,6%

Tocantins: 4,7%

São Paulo: 5%

Paraíba: 6%

Ceará: 6,5%

Pará: 6,8%

Maranhão: 6,8%

Distrito Federal: 7,5%

Amapá: 7,9%

Sergipe: 7,9%

Rio Grande do Norte: 8,1%

Amazonas: 8,4%

Bahia: 8,7%

Embora não tenha registrado uma diminuição em sua taxa de desocupação, Rondônia finalizou o ano com 3,3%, o quarto menor índice do país. O recorde de desemprego mínimo para o estado do Norte foi de 3,1%, alcançado em 2023.

Dentre todos os estados que atingiram os menores índices de desemprego em 2025, o Amazonas foi o único que não apresentou queda em comparação com 2024, mantendo a marca de 8,4%.

Doze UFs abaixo da média nacional

Os dados consolidados de 2025 indicam que, das 27 unidades da federação, 12 apresentaram índices de desemprego inferiores à média nacional (5,6%), enquanto 15 superaram esse patamar. Três estados da região Nordeste figuram entre os de maior desocupação.

Confira o ranking completo:

Mato Grosso: 2,2%

Santa Catarina: 2,3%

Mato Grosso do Sul: 3,0%

Espírito Santo: 3,3%

Rondônia: 3,3%

Paraná: 3,6%

Rio Grande do Sul: 4,0%

Goiás: 4,6%

Minas Gerais: 4,6%

Tocantins: 4,7%

São Paulo: 5,0%

Roraima: 5,1%

Média Brasil: 5,6%

Paraíba: 6,0%

Ceará: 6,5%

Acre: 6,6%

Maranhão: 6,8%

Pará: 6,8%

Distrito Federal: 7,5%

Rio de Janeiro: 7,6%

Sergipe: 7,9%

Amapá: 7,9%

Rio Grande do Norte: 8,1%

Alagoas: 8,3%

Amazonas: 8,4%

Bahia: 8,7%

Pernambuco: 8,7%

Piauí: 9,3%

Informalidade no mercado de trabalho

A pesquisa do IBGE também revela as disparidades no nível de informalidade do mercado de trabalho em todo o país. Enquanto a média nacional de informalidade encerrou 2025 em 38,1%, 18 estados ultrapassaram essa marca, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste.

Trabalhadores na informalidade não contam com direitos essenciais como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias remuneradas.

Veja os níveis de informalidade nas UFs:

Maranhão: 58,7%

Pará: 58,5%

Bahia: 52,8%

Piauí: 52,6%

Ceará: 51%

Amazonas: 50,8%

Paraíba: 49%

Sergipe: 48,2%

Pernambuco: 47,8%

Alagoas: 47,5%

Rondônia: 46,1%

Acre: 45,2%

Amapá: 44,2%

Roraima: 40,3%

Tocantins: 39,7%

Espírito Santo: 39%

Rio Grande do Norte: 39%

Rio de Janeiro: 38,5%

Média Brasil: 38,1%

Minas Gerais: 36,8%

Mato Grosso: 36,3%

Goiás: 35,1%

Mato Grosso do Sul: 32,1%

Paraná: 31,6%

Rio Grande do Sul: 31,4%

São Paulo: 29%

Distrito Federal: 27,3%

Santa Catarina: 26,3%

O IBGE ainda aponta que o Distrito Federal e oito estados registraram, ao final do ano, um rendimento mensal do trabalhador superior à média do país (R$ 3.560).

O DF se destaca na liderança do ranking, o que pode ser atribuído ao grande número de servidores públicos na capital federal, que geralmente recebem uma remuneração acima da média da iniciativa privada.

Distrito Federal: R$ 6.320

São Paulo: R$ 4.190

Rio de Janeiro: R$ 4.177

Santa Catarina: R$ 4.091

Paraná: R$ 4.083

Rio Grande do Sul: R$ 3.916

Mato Grosso do Sul: R$ 3.727

Mato Grosso: R$ 3.688

Goiás: R$ 3.628

Média Brasil: R$ 3.560

Espírito Santo: R$ 3.497

Roraima: R$ 3.438

Rondônia: R$ 3.362

Minas Gerais: R$ 3.350

Tocantins: R$ 3.129

Amapá: R$ 3.089

Rio Grande do Norte: R$ 3.003

Sergipe: R$ 2.855

Acre: R$ 2.794

Amazonas: R$ 2.733

Pernambuco: R$ 2.666

Paraíba: R$ 2.577

Piauí: R$ 2.561

Alagoas: R$ 2.531

Pará: R$ 2.508

Ceará: R$ 2.394

Bahia: R$ 2.284

Maranhão: R$ 2.228

Ao comentar os resultados da PNAD, William Kratochwill, analista da pesquisa, explicou que a mínima histórica observada em 2025 "é fruto do dinamismo percebido no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real".

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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