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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

Estado

Nível dos reservatórios cai e RN pode enfrentar crise hídrica no 2º semestre

Com apenas 55% da capacidade total, os reservatórios do RN registram queda de 20 pontos percentuais em relação a 2024, acendendo alerta para possível desabastecimento no segundo semestre, especialmente nas regiões do Seridó e Alto Oeste.

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Nível dos reservatórios cai e RN pode enfrentar crise hídrica no 2º semestre
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Segundo o meteorologista Gilmar Bristot, da Emparn, a expectativa era de boas chuvas com a atuação do La Niña, mas o cenário foi oposto, com frustração na recarga hídrica e impacto direto na agricultura. “Já há dificuldades na reposição dos mananciais e abastecimento humano pode ser comprometido nos próximos meses”, disse.

Bristot também apontou falhas na comunicação entre os institutos meteorológicos, destacando diferenças metodológicas entre o Inmet e a Emparn. Para ele, falta uma política nacional eficaz para divulgação de alertas climáticos.

O especialista alertou ainda para os efeitos das mudanças climáticas, como aumento da evaporação e redução da umidade do solo, afetando a produtividade agrícola. “Menos comida e preços mais altos são consequências diretas”, afirmou.

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Durante entrevista à 94 FM, Bristot criticou fóruns internacionais como a COP30, afirmando que eventos como esse produzem resoluções que não são aplicadas. Ele também denunciou a precariedade no investimento público em meteorologia e revelou que a Emparn necessita de apenas R$ 100 mil por ano para manter sua rede de monitoramento em operação plena.

A Emparn, com apoio da Fapern e universidades, estuda desertificação e mudanças climáticas, mas carece de estrutura suficiente para garantir dados que embasem decisões públicas. “Sem dados, não há decretos, nem planejamento”, destacou.

Ele defendeu que a população também contribua, com atitudes simples como plantar árvores e economizar água e energia. “Cada ação local tem efeito no coletivo”, concluiu.

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