Uma técnica de enfermagem de 60 anos e uma advogada de 27 anos brigaram no meio da rua em Olinda, no Grande Recife. Um vídeo enviado ao WhatsApp da TV Globo mostra o momento em que a mulher mais velha leva tapas e empurrões, sofrendo ferimentos no rosto. Segundo o advogado dela, as agressões aconteceram por causa de uma confusão envolvendo os cães das duas.
O caso ocorreu na Rua Fenelom Ático Leite, no bairro de Rio Doce, no dia 30 de junho. Nesta terça-feira (5), a Polícia Civil informou que investiga como lesão corporal o caso “em que duas mulheres se agrediram”.
Ainda segundo a corporação, as duas mulheres foram encaminhadas para atendimento médico em unidades de saúde diferentes. “Foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) de lesão corporal recíproca”, declarou a polícia, por meio de nota.
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Nas imagens enviadas para o WhatsApp da TV Globo, é possível observar o momento em que técnica de enfermagem Rosa Helena da Silva Andrade passa pela rua, perto da feira livre de Rio Doce, com seu cão.
Em seguida, aparece a advogada Maria Eduarda Nascimento, que desfere tapas na vítima. Ainda no vídeo, é possível acompanhar mais agressões, até que pessoas que passam pela rua conseguem separar as duas.
O registro da ocorrência como “agressões mútuas” revoltou o advogado Sérgio Gonçalves, que defende Rosa Helena da Silva.
De acordo com ele, o boletim de ocorrência foi feito antes da descoberta do vídeo, que mostra “claramente as agressões” contra Rosa.
“Minha cliente foi agredida e teve ferimentos na cabeça e no rosto, foi levada para uma unidade de saúde e ainda está muito abalada, tomando remédios. Ela mora com a mãe, que é doente, e está com medo de voltar para casa”, declarou. o advogado.
Gonçalves contou que as agressões aconteceram depois que as duas mulheres se cruzaram, com seus cachorros, no meio da rua.
“O cão de dona Rosa rosnou e latiu para o cão da advogada. Então, a mulher partiu para cima da minha cliente”, afirmou o defensor.
Sérgio Gonçalves disse, ainda, que vai entrar em contato com a polícia para mostrar que houve a agressão apenas de uma das partes, ao contrário do que está registrado na ocorrência inicial. “Queremos imparcialidade nessa investigação e temos certeza de que a justiça será feita”, declarou.
O g1 entrou em contato com Maria Eduarda Nascimento, advogada citada na ocorrência, por meio de uma ligação para o número dela e também através de mensagens no WhatsApp, mas ela não respondeu até o horário da última atualização desta reportagem.

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