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Terça-feira, 28 de Abril 2026

Economia

Receita federal alcança recorde de R$ 229,2 bilhões em março

O primeiro trimestre do ano também registrou um valor sem precedentes, com o governo arrecadando R$ 777,12 bilhões, um avanço real de 4,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Redação
Por Redação
Receita federal alcança recorde de R$ 229,2 bilhões em março
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Receita Federal informou nesta terça-feira (28) que a arrecadação de tributos e contribuições federais alcançou o montante de R$ 229,2 bilhões em março de 2026.

Este patamar representa o maior volume já apurado para o mês desde o início da série histórica em 1995, evidenciando um crescimento real de 4,99% na comparação com março do ano anterior, após a dedução da inflação.

O balanço do primeiro trimestre igualmente estabeleceu um novo recorde, com a administração pública federal totalizando R$ 777,12 bilhões em receitas, o que significa uma elevação real de 4,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

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Principais números

  • R$ 229,2 bilhões: Receita total em março, marcando um recorde mensal;
  • +4,99%: Expansão real em comparação com março de 2025;
  • R$ 777,12 bilhões: Arrecadação acumulada no primeiro trimestre, também um valor recorde;
  • +4,6%: Aumento real no trimestre;
  • R$ 8,3 bilhões: Montante arrecadado com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em março;
  • +50,06%: Crescimento real do IOF no mês;
  • +44,45%: Elevação do IOF no acumulado do ano.

O que explica o aumento

Conforme apontado pelo Fisco, o incremento nas receitas fiscais foi predominantemente motivado por:

  • A elevação das contribuições para a Previdência Social, diretamente relacionadas aos salários;
  • O bom desempenho do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que tributam o consumo e os serviços;
  • A significativa alta na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre rendimentos de capital;
  • O robusto crescimento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O notável progresso do IOF, em particular, pode ser atribuído às alterações nas regulamentações do imposto implementadas em 2025, as quais intensificaram a tributação sobre transações de crédito e câmbio.

Adicionalmente, a expansão do emprego formal e o crescimento da massa salarial contribuíram para ampliar a base de arrecadação, uma vez que mais indivíduos passaram a contribuir.

O desempenho fiscal também é um reflexo de dois elementos cruciais:

  • A expansão da atividade econômica, que impulsiona o consumo e a geração de renda;
  • As diversas modificações na legislação tributária implementadas nos anos recentes.

Dentre essas providências, destacam-se os ajustes na tributação de investimentos, a reoneração de determinados setores e o incremento de impostos incidentes sobre operações financeiras e importações.

Relação com as contas públicas

A captação de recursos é um dos pilares da receita governamental e desempenha uma função primordial na consecução da meta fiscal. Para o ano de 2026, o objetivo oficial é alcançar um superávit correspondente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em termos práticos, o incremento na arrecadação auxilia o governo a mitigar o déficit das contas públicas, apesar de as projeções atuais ainda apontarem para a possibilidade de um resultado negativo ao término do exercício.

Tributação de dividendos

Entre os elementos mais recentes que iniciam sua contribuição para a arrecadação está a tributação de dividendos. Somente em março, a administração federal obteve aproximadamente R$ 308 milhões por meio dessa modalidade de imposto.

Essa iniciativa, em vigor desde 2026, estabelece a incidência de 10% de imposto sobre os dividendos que excedam R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas.

A alteração foi implementada com o propósito de compensar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para os contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 5 mil.

Apesar de sua representatividade ainda ser modesta no total arrecadado, projeta-se que essa fonte de receita adquira maior importância progressivamente.

Tendência

As informações divulgadas indicam que o ano de 2026 teve início com um volume de arrecadação em patamares historicamente elevados, seguindo a tendência já verificada em 2025. O desempenho futuro, ao longo do ano, estará condicionado à dinâmica econômica, ao comportamento do mercado de trabalho e à implementação de eventuais novas políticas fiscais.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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