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Quarta-feira, 29 de Abril 2026

Justiça

Maioria no TSE vota pela cassação do governador de Roraima

A sessão foi suspensa e será retomada na quinta-feira; o ex-governador Antonio Denarium também teve sua inelegibilidade por oito anos confirmada.

Redação
Por Redação
Maioria no TSE vota pela cassação do governador de Roraima
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Nesta terça-feira (28), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alcançou uma maioria de votos favorável à cassação do mandato do atual governador de Roraima, Edilson Damião (União), o que implica a necessidade de novas eleições no estado.

Durante a mesma sessão, a corte eleitoral também decidiu, por maioria, declarar o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) inelegível por um período de oito anos.

Apesar da decisão majoritária, a análise do caso foi interrompida e será reiniciada na próxima quinta-feira (30), data em que a proclamação oficial do resultado é esperada.

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Até o momento, o TSE concluiu que a chapa eleitoral dos políticos envolvidos praticou abuso de poder durante a campanha de 2022.

A corte superior rejeitou um recurso apresentado pela defesa de Denarium. Em 2023, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) já havia determinado a cassação dos mandatos de Denarium e Damião, ao constatar irregularidades na distribuição de cestas básicas e auxílios para reformas habitacionais no decorrer do ano eleitoral.

No começo deste mês, Denarium, que havia sido eleito para o governo, desocupou o cargo com o objetivo de cumprir o prazo de desincompatibilização, visando uma candidatura ao Senado.

Após sua saída, Damião, que ocupava a posição de vice-governador, ascendeu ao comando do executivo estadual.

Defesa

Ao longo do trâmite processual, os representantes legais do ex-governador Denarium solicitaram a anulação da sentença de cassação, argumentando que não ocorreram irregularidades na distribuição dos benefícios. Conforme a defesa, os programas sociais em questão não foram criados naquele ano, mas sim representavam a unificação de iniciativas já existentes.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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