O Rio Grande do Norte registrou 2.360 prisões por embriaguez ao volante nos últimos cinco anos, segundo dados das forças de segurança. Desse total, 1.807 ocorreram em vias estaduais e municipais, enquanto 553 foram registradas em rodovias federais, evidenciando a persistência da combinação entre álcool e direção no estado.
Em 2025, foi registrado o maior número de prisões da última década, com 488 detenções apenas na Operação Zero Álcool, que atua na capital e região metropolitana. O crescimento dos números é atribuído principalmente ao aumento da fiscalização e à intensificação das blitzes em diferentes pontos.
Nos primeiros meses de 2026, o cenário segue preocupante, com 240 prisões já contabilizadas na Grande Natal. As ocorrências se concentram em cidades como Extremoz, Macaíba e Natal, locais que passaram a receber maior atenção das operações de trânsito.
As autoridades explicam que a prisão ocorre quando o teste do bafômetro aponta níveis elevados de álcool no organismo ou quando o condutor apresenta sinais claros de alteração da capacidade psicomotora. Mesmo em caso de recusa ao teste, o motorista pode ser responsabilizado com base em evidências observadas pelos agentes.
A Lei Seca, em vigor desde 2008, estabelece tolerância zero para o consumo de álcool ao volante e prevê penalidades como multa elevada e suspensão da carteira de habilitação. Em situações mais graves, quando há maior concentração de álcool ou envolvimento em acidentes, o caso pode ser enquadrado como crime de trânsito.
Especialistas avaliam que, apesar do aumento da fiscalização contribuir para a redução de riscos, ainda é necessário investir em educação no trânsito e conscientização da população. A combinação entre ações preventivas e punições efetivas é apontada como essencial para diminuir acidentes e salvar vidas.

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