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Sexta-feira, 08 de Maio 2026

Economia

Retirada líquida da poupança atinge R$ 476,4 milhões em abril

O volume de saques superou os depósitos em R$ 476,4 milhões, segundo o Banco Central, enquanto o IBGE se prepara para divulgar a inflação de abril.

Redação
Por Redação
Retirada líquida da poupança atinge R$ 476,4 milhões em abril
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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A caderneta de poupança registrou uma queda em abril deste ano, com o volume de saques superando os depósitos. As retiradas excederam as entradas em R$ 476,4 milhões, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Banco Central (BC).

No decorrer do mês passado, os depósitos totalizaram R$ 362,2 bilhões, enquanto os saques atingiram R$ 362,7 bilhões. Além disso, os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,3 bilhões, mantendo o saldo geral da poupança em pouco mais de R$ 1 trilhão.

Nos anos recentes, a caderneta tem consistentemente apresentado um volume maior de saques em comparação com os depósitos. Em 2023, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões, e em 2024, até o momento, já somam R$ 15,5 bilhões. O saldo negativo da poupança no ano passado alcançou R$ 85,6 bilhões.

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Nos primeiros quatro meses deste ano, a poupança já acumula um montante de R$ 41,7 bilhões em retiradas líquidas. Uma das principais razões para essa tendência é a manutenção da taxa Selic – a taxa básica de juros – em patamares elevados, o que incentiva a busca por aplicações financeiras com retornos mais atrativos.

Recentemente, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, realizada neste mês, houve um ajuste na Selic, com um corte de 0,25 ponto percentual, levando-a a 14,5% ao ano. Mesmo diante das instabilidades globais, como a guerra no Oriente Médio, e das projeções de inflação em ascensão, a autoridade monetária optou por prosseguir com o ciclo de redução da taxa básica, embora sem fornecer indicações claras sobre o futuro dos juros.

A Selic é o principal mecanismo utilizado pelo Banco Central para assegurar o cumprimento da meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação no Brasil. Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, o objetivo é frear a demanda excessiva, o que gera impactos nos preços, pois juros mais altos tornam o crédito mais caro e, consequentemente, incentivam a poupança.

Em março, a inflação oficial do mês atingiu 0,88% – superior aos 0,7% registrados em fevereiro – impulsionada principalmente pelo aumento nos preços de transportes e alimentação. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4,14%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A divulgação da inflação referente ao mês de abril pelo IBGE está programada para a próxima terça-feira (12).

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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