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Terça-feira, 14 de Abril 2026

Estado

RN atinge marca histórica de motorização e condutores e acende alerta sobre mobilidade urbana

Em 10 anos, o estado registrou crescimento de 45,6% na frota e de 48,7% no número de motoristas habilitados, exigindo planejamento para o trânsito e inclusão nas cidades

Neilla Souza
Por Neilla Souza
RN atinge marca histórica de motorização e condutores e acende alerta sobre mobilidade urbana
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O Rio Grande do Norte vive um processo acelerado de motorização individual. Segundo dados do Detran/RN, entre 2015 e 2024, a frota de veículos do estado cresceu 45,6%, com a entrada de mais de 500 mil veículos. O número de condutores também aumentou 48,7%, ultrapassando a marca de 1 milhão de motoristas habilitados. O cenário acende um sinal de alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à mobilidade urbana e à segurança no trânsito.

De acordo com o relatório, o estado passou de 1.108.592 veículos registrados em 2015 para 1.614.112 em 2024, um acréscimo de mais de meio milhão de automóveis circulando pelas ruas. Em média, quase 59 mil novos veículos são inseridos por ano nas vias potiguares. Já o número de motoristas saltou de 703.259 para 1.046.024 no mesmo período — cerca de 36 mil novos condutores por ano.

O estudo aponta também o aumento da taxa de motorização — número de veículos por mil habitantes — que subiu 26,6% entre 2018 e 2024. Esse índice passou de 369,6 para 467,9 veículos a cada mil pessoas, revelando o crescimento da dependência do transporte individual em detrimento de alternativas coletivas, sustentáveis ou mais acessíveis.

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Esse crescimento afeta diretamente a vida das pessoas e exige uma nova leitura sobre os deslocamentos urbanos, sobretudo nas regiões metropolitanas e nas cidades de médio porte do interior. O aumento da frota e da habilitação impacta o cotidiano da população com mais congestionamentos, maior emissão de poluentes, aumento de acidentes e, em alguns casos, exclusão social de quem não tem acesso a um veículo.

O relatório do Detran indica que esse panorama deve orientar o planejamento urbano e viário, servindo de base para ações integradas entre transporte público, infraestrutura viária, educação no trânsito e alternativas de mobilidade ativa. Garantir acessibilidade, eficiência e segurança nos deslocamentos é hoje um desafio central para as gestões públicas.

Assim, os dados não apenas evidenciam um crescimento quantitativo, mas reforçam a urgência de pensar a mobilidade como um direito social. Em tempos de expansão urbana e mudança de hábitos, é fundamental garantir que todas as pessoas — com ou sem carro — tenham o direito de ir e vir de forma segura, eficiente e sustentável.

Neilla Souza

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