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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Apodi

Presos do CDP de Apodi reciclam garrafas PET e produzem vassouras ecológicas

Projeto “Varrendo a Violência, Empregando a Paz” já reutilizou quase 2 milhões de garrafas e alia sustentabilidade, cidadania e ressocialização no sistema prisional potiguar

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Presos do CDP de Apodi reciclam garrafas PET e produzem vassouras ecológicas
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No mês em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Apodi, no Oeste do Rio Grande do Norte, se destaca como exemplo de transformação social e ambiental. Desde 2017, a unidade mantém a fábrica de vassouras ecológicas “Varrendo a Violência, Empregando a Paz”, um projeto que alia ressocialização de internos, educação ambiental e responsabilidade social.

Idealizado pelo policial penal Márcio Morais e apoiado por autoridades como a juíza Katia Guedes e o promotor Silvio Brito, o projeto conta atualmente com apoio da Secretaria de Administração Penitenciária do RN (SEAP/RN) e da juíza da Vara de Execução Penal, Cintia Cibelle. A fábrica funciona com a colaboração de dez internos que, além de aprenderem um ofício, têm direito à remição de pena.

A iniciativa já reciclou quase 2 milhões de garrafas PET, transformando o plástico em vassouras ecológicas. Para cada vassoura, são utilizadas 15 garrafas de 2 litros e uma de 1 litro. A produção é abastecida por uma rede de coleta estabelecida com catadores e escolas locais, envolvendo diretamente a comunidade no processo de reciclagem.

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Parte das vassouras é doada para escolas e unidades de saúde de Apodi, contribuindo com a limpeza de espaços públicos e reforçando o impacto social do projeto. A ação foi reconhecida nacionalmente em uma feira do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em Florianópolis, e também homenageada pela Câmara Municipal de Apodi.

O sucesso da fábrica de vassouras inspirou outras unidades prisionais, como os presídios de Caraúbas e Pau dos Ferros, que buscam replicar a prática. Um dos exemplos mais marcantes é o de José Camilo Neto, ex-interno do CDP de Apodi, que aprendeu o ofício na prisão e hoje possui sua própria fábrica artesanal ao lado da esposa.

A experiência mostra que o sistema prisional pode ir além da punição. Por meio de projetos como este, é possível promover inclusão social, gerar renda e conscientização ambiental, demonstrando que a recuperação e a reintegração à sociedade são caminhos possíveis e transformadores.

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