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Quarta-feira, 06 de Maio 2026

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Mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila falece enquanto ele está detido em Israel

Teresa Regina, que enfrentava um grave quadro de saúde, foi homenageada pela equipe de Ávila nas redes sociais por sua alegria e notável força.

Redação
Por Redação
Mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila falece enquanto ele está detido em Israel
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Teresa Regina de Ávila e Silva, genitora do ativista ambiental e defensor dos direitos humanos Thiago Ávila, veio a óbito na tarde desta terça-feira (5), na capital federal. Aos 63 anos, ela enfrentava uma séria condição de saúde.

A assessoria de Ávila, que integra o grupo de sete brasileiros da Global Sumud Flotilla (GSF), ressaltou em suas plataformas digitais a alegria contagiante e a notável resiliência de Teresa.

Em uma declaração, a equipe afirmou: "Ela travou uma batalha contra anos de enfermidade severa com bravura, calma e dignidade, impulsionada por um forte desejo de viver e amparada pela entrega total de sua família."

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Teresa era igualmente mãe de Luana de Ávila, agente de polícia e vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). Em homenagem à sua mãe, Thiago nomeou sua filha de dois anos com o mesmo nome.

A instituição acrescentou que "a postura da família foi, até o derradeiro momento, uma demonstração tocante de afeto e reciprocidade. Com uma presença contínua, sensibilidade e empatia, proporcionaram a Teresa Regina todo o carinho, atenção e respeito devidos." Informações sobre o velório e sepultamento serão divulgadas pelos familiares em breve.

Brasileiro detido

Ávila encontrava-se em uma embarcação da GSF quando foi detido à força por militares de Israel, juntamente com o palestino-espanhol Saif Abukeshek.

Ambos foram isolados dos outros ativistas da frota e levados para a Grécia. A comitiva brasileira havia partido de Barcelona em 12 de abril, com destino a Gaza.

Nesta terça-feira (5), o Tribunal de Magistrados de Ashkelon comunicou a extensão da detenção de Ávila até o domingo seguinte (10).

Essa prisão é classificada como ilegal por diversas organizações palestinas, que rotineiramente documentam e denunciam, em relatórios detalhados, as agressões físicas e psicológicas empregadas para desestabilizar e coagir indivíduos sob custódia do governo de Israel.

A deliberação para estender o período de custódia partiu do juiz Yaniv Ben-Haroush. O navio foi interceptado enquanto navegava em águas internacionais, próximo à ilha de Creta, na Grécia, com o objetivo de entregar alimentos e suprimentos essenciais à população de Gaza, que enfrenta severa escassez desses recursos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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