Na manhã de quinta-feira (14), o Rio Grande do Norte sediou a solenidade de abertura da VI Conferência Estadual das Cidades (Concidades RN), organizada pela Secretaria de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão (Seplan). O evento, realizado no auditório do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), reuniu centenas de potiguares com o objetivo de debater o desenvolvimento urbano sustentável e políticas públicas que promovam cidades mais justas e inclusivas.
A governadora Fátima Bezerra destacou a importância das políticas integradas de habitação, saneamento, educação, saúde e mobilidade. “Quando pensamos em políticas integradas não estamos apenas desenhando projetos. Estamos garantindo dignidade, bem-estar e oportunidades para todos”, afirmou, ressaltando programas como Minha Casa, Minha Vida e Periferia Viva, que visam a urbanização de áreas vulneráveis.
A secretária de Planejamento, Virgínia Ferreira, reforçou o tema da conferência: “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: Caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”. Segundo ela, construir cidades humanas envolve não apenas infraestrutura, mas também fortalecer direitos e dar voz à população, garantindo moradia digna como um direito fundamental.
O secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, ressaltou a relevância do debate para todos os 167 municípios do estado. Ele destacou que discutir o desenvolvimento urbano é discutir a vida das pessoas, abrangendo demandas de habitação, segurança, emprego e sustentabilidade.
Além de promover discussões, a conferência elegeu 44 delegados que representarão o RN na etapa nacional da Concidades, em Brasília, em outubro. Wellington Bernardo, do Movimento de Luta por Moradia Popular, enfatizou a importância da organização popular para assegurar direitos previstos na Constituição, como acesso à moradia e saneamento básico.
O evento contou ainda com a participação de secretários, diretores de órgãos estaduais e representantes municipais, além de integrantes de entidades e movimentos sociais, reforçando o caráter colaborativo e democrático da conferência, que visa projetar cidades mais sustentáveis, inclusivas e justas para os potiguares.
