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Sexta-feira, 06 de Fevereiro 2026

Justiça

Fachin desmarca encontro para debater código de ética do STF

Reunião, agendada para quinta-feira (12), foi oficialmente cancelada devido à agenda dos ministros.

Redação
Por Redação
Fachin desmarca encontro para debater código de ética do STF
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, optou por cancelar um encontro com os membros da Corte que visava discutir a proposta de criação do Código de Ética do tribunal.

A discussão estava inicialmente prevista para a próxima quinta-feira, dia 12, e ocorreria durante um almoço na sala da presidência do STF. A justificativa oficial para o cancelamento foi a incompatibilidade de agendas dos ministros.

Este desdobramento ocorre um dia após declarações polêmicas de outros ministros: Alexandre de Moraes afirmou que juízes podem ser remunerados por palestras, enquanto Dias Toffoli defendeu que magistrados podem ser acionistas de empresas, desde que não atuem como sócios-administradores.

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Os posicionamentos dos ministros evidenciaram a falta de consenso na Corte sobre a implementação de normas de conduta para seus integrantes, proposta defendida pelo presidente.

Na última segunda-feira, dia 2, Fachin havia anunciado que a ministra Cármen Lúcia seria a relatora da proposta de criação do código.

Banco Master

O anúncio da iniciativa de criar o código surgiu após críticas públicas direcionadas a Moraes e Toffoli, relacionadas às investigações de supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

No mês passado, Moraes refutou ter participado de um encontro com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), no primeiro semestre de 2025, na residência do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

O suposto encontro, noticiado pelo Portal Metrópoles, teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Em nota oficial, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.

Antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o escritório de advocacia Barci de Moraes, ligado à família do ministro, prestou serviços à instituição financeira de Vorcaro.

No início deste mês, Toffoli começou a ser alvo de críticas por permanecer como relator do caso, após reportagens jornalísticas informarem que a Polícia Federal detectou irregularidades em um fundo de investimento vinculado ao Banco Master. Esse fundo adquiriu uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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