O Rio Grande do Norte manteve em 2024 a liderança na produção de melão e cana-de-açúcar, mas o cenário agrícola do estado começa a se diversificar. Segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgados pelo IBGE, novas culturas como soja, café, açaí e uva registraram presença em território potiguar, ampliando o portfólio produtivo do estado.
A soja, ainda modesta com 240 toneladas, foi registrada pela primeira vez no RN, cultivada em 100 hectares na microrregião do Vale do Açu, gerando R$ 600 mil aos produtores. O açaí também surgiu na pesquisa, com 20 toneladas produzidas e R$ 200 mil em valor de produção. Especialistas do IBGE destacam que apenas áreas com pelo menos um hectare cultivado e uma tonelada produzida são consideradas, o que indica que outras pequenas produções podem existir.
A uva e o café arábica também cresceram. A produção de uva somou 125 toneladas, distribuídas entre Leste e Oeste Potiguar, enquanto o café no Agreste mais que dobrou, passando de três para sete toneladas, com valor de R$ 105 mil. Esses números mostram o potencial de diversificação e fortalecimento de culturas emergentes no estado.
Apesar de uma queda de 19,66% na produção, o RN manteve-se como maior produtor de melão do Brasil, com 505.212 toneladas colhidas, representando 61,9% da produção nacional. Mossoró concentrou a maior parte da produção, seguida por Baraúna e Tibau, garantindo ao estado R$ 858 milhões em valor de produção, mantendo o melão como o principal produto agrícola local.
O levantamento evidencia que, além das culturas tradicionais, o Rio Grande do Norte passa a explorar novos mercados agrícolas, abrindo oportunidades para produtores diversificarem a produção e fortalecerem a economia local.

Comentários: