A partir da próxima segunda-feira, 12 de janeiro, o estado de São Paulo dará início a uma fase de intensificação da campanha de vacinação contra o sarampo e a febre amarela. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, a iniciativa terá foco inicial na capital e em áreas de grande fluxo populacional.
Esta etapa inicial da imunização acontecerá de 12 a 16 de janeiro em estações de metrô, terminais de ônibus e shoppings. Subsequentemente, entre 19 e 23 de janeiro, a ação se estenderá a taxistas e trabalhadores do segmento turístico. O ápice da campanha será em 24 de janeiro, com a realização do Dia D de vacinação.
A vacina contra o sarampo será administrada em adolescentes e adultos que não foram imunizados ou que possuem o esquema vacinal incompleto. Por outro lado, a imunização contra a febre amarela visa crianças e jovens de 9 a 14 anos, bem como indivíduos que residem ou transitam por regiões onde há ocorrência de transmissão da enfermidade.
“É fundamental recordar que a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) encontra-se acessível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e é indicada para indivíduos de 12 meses a 59 anos. A vacina contra a febre amarela, por sua vez, é recomendada para pessoas de 9 meses a 59 anos. Aqueles que já receberam alguma dose da vacina contra a febre amarela não necessitam de nova imunização”, salientou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da secretaria.
A imunização representa uma das estratégias primordiais na prevenção de surtos e epidemias. Manter o calendário vacinal atualizado é crucial para assegurar a proteção individual e coletiva, especialmente considerando a existência de grupos que não podem receber a vacina.
Sarampo
No ano anterior, o estado de São Paulo registrou dois casos confirmados de sarampo, ambos em indivíduos com histórico de viagens internacionais. No período de janeiro a novembro do ano passado, o Ministério da Saúde reportou 37 ocorrências da doença em todo o Brasil, todas classificadas como importadas, sem evidências de transmissão autóctone do vírus.
O sarampo é uma enfermidade infecciosa de alta transmissibilidade, que no passado representou uma das maiores causas de óbitos infantis globalmente. A propagação do vírus acontece por meio de contato direto entre pessoas, via aérea, durante atos como tosse, espirro, fala ou respiração.
Devido à sua elevada capacidade de contágio, um indivíduo infectado pelo sarampo pode transmitir a patologia para até 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade. Desse modo, a vacinação contra o sarampo adquire uma importância capital.
Os sinais mais característicos da doença incluem erupções cutâneas avermelhadas e febre elevada, superior a 38,5°C, frequentemente acompanhadas de tosse, conjuntivite, coriza e sensação de mal-estar generalizado. A condição pode progredir para complicações sérias, como diarreia severa, otites, perda de visão, pneumonia e encefalite (inflamação cerebral), algumas das quais podem ser letais.
Febre amarela
A febre amarela configura-se como uma doença infecciosa febril aguda, provocada por um vírus. Sua transmissão ocorre através da picada de mosquitos silvestres, habitantes de áreas florestais, e não há contágio direto entre seres humanos. Um indicativo da existência desses vetores é a morte de primatas, que também apresentam alta letalidade ao serem infectados. Assim, a observação de macacos mortos deve ser prontamente comunicada às autoridades de saúde municipais.
Os sintomas iniciais da febre amarela abrangem febre, calafrios, cefaleia severa, dores lombares, mialgia generalizada, náuseas e vômitos, além de fadiga e sensação de debilidade.
A prevenção da doença é possível por meio de vacinação, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde abril de 2017, o Brasil implementou um esquema de dose única para a vida toda, alinhado às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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