O Banco do Nordeste participa da Expofruit 2025, maior feira da fruticultura tropical irrigada do Brasil, realizada na Estação das Artes, em Mossoró. A instituição tem expectativa de gerar R$ 30 milhões em negócios durante o evento, que reúne mais de 200 empresas e promove a adoção de técnicas sustentáveis de cultivo. A feira tem como foco principal o desenvolvimento regional sustentável, alinhado à missão do banco.
Os números incluem contratos que já tramitaram nas agências do Banco do Nordeste em Mossoró, Assú e Apodi, além de propostas firmes de Comércio Exterior que ultrapassam R$ 10 milhões. Também entram na conta negociações realizadas no estande do banco, compras de produtores com limites liberados pelo cartão BNB Agro e prospecção de negócios que serão finalizados nos meses seguintes.
A estrutura do estande se assemelha à de uma agência completa, contando com gestores de relacionamento, agentes de desenvolvimento e microfinanças urbanas e rurais, incluindo os programas Crediamigo e Agroamigo. Apesar de voltados a pequenos empreendedores, esses programas desempenham papel relevante no suporte às cadeias produtivas complementares e aos serviços que orbitam a fruticultura.
Segundo Jeová Lins, superintendente do BNB no Rio Grande do Norte, a atuação do banco no setor tem se intensificado: “Fechamos 2024 com R$ 70,6 milhões contratados para projetos de produção irrigada de frutas. Até julho deste ano, já acumulamos mais de R$ 42 milhões. Contamos com a Expofruit para ter números ainda mais robustos até o fim do ano.”
No estande da Estação das Artes, o banco oferece atendimento especializado e apresenta soluções financeiras voltadas à aquisição de tratores, máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação, implementos e insumos. A feira também conta com rodada internacional de negócios, fortalecendo a fruticultura nordestina e abrindo oportunidades de expansão no mercado externo.
O melão segue sendo o carro-chefe da produção frutícola da região de Mossoró, seguido por melancia, mamão, manga e banana. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em 2024, as exportações de melões frescos totalizaram 170 mil toneladas e geraram US$ 120 milhões em divisas. O setor hoje gera cerca de 20 mil empregos diretos e mais de 50 mil indiretos, reforçando a importância econômica do estado.
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