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Domingo, 10 de Maio 2026
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Agência Brasil celebra 36 anos com expansão do acesso e reforço da credibilidade

Veículo da EBC registra aumento de 40% no alcance em dois anos, consolidando-se na democratização da informação.

Redação
Por Redação
Agência Brasil celebra 36 anos com expansão do acesso e reforço da credibilidade
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A Agência Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), celebra 36 anos de existência, consolidando-se como pilar fundamental para o acesso à informação de qualidade no Brasil. Nascida em um contexto tecnológico distinto, a agência tem ampliado sua credibilidade e alcance, enfrentando a crescente demanda por jornalismo profissional e o combate à desinformação.

Ao longo de sua trajetória, a Agência Brasil evoluiu de um difusor de notícias governamentais para um respeitado veículo público, disponibilizando materiais jornalísticos profissionais de forma gratuita. Essa iniciativa permite que suas reportagens e informações sejam amplamente replicadas por veículos de comunicação de todos os portes em território nacional.

Essa dinâmica, segundo especialistas, é crucial para a pluralização das pautas, o efetivo combate à desinformação e o fomento do desenvolvimento social e da cidadania. Conforme ressalta Pedro Aguiar, professor de jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), "A gratuidade da distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso a essa informação de necessidade e de demanda social".

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Democratização da informação

Nos últimos dois anos, a Agência Brasil registrou um notável crescimento de 40% em seu percentual de acesso, evidenciando a ampliação de sua capilaridade e alcance.

O pesquisador Pedro Aguiar enfatiza que a agência fornece informações essenciais sobre serviços públicos, abrangendo campanhas de vacinação, educação, inscrições em programas sociais e os deveres do cidadão. Além disso, consolidou-se como uma referência na cobertura econômica, abordando tópicos relevantes para o cotidiano da população.

Para Pedro Aguiar, especialista em agências de notícias, tais veículos representam um investimento estratégico no desenvolvimento do país, indo além de um mero bem simbólico da comunicação. Ele os descreve como uma "vacina contra a desinformação", capaz de gerar benefícios duradouros.

Aguiar sugere que, embora os resultados atuais sejam positivos, aprimorar a capilaridade da rede de apuração da Agência Brasil pode potencializar ainda mais seus impactos. "Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico que um país pode fazer", afirmou.

O pesquisador defende que a conscientização da sociedade sobre a importância do jornalismo da agência pública passa pelo reforço constante da relevância de seus conteúdos. "Isso a agência já faz e pode sempre melhorar”, pontuou.

Aguiar também aponta a necessidade de a agência contar com jornalistas correspondentes em todas as regiões do Brasil e no exterior.

Ele contextualiza que, em um cenário global marcado por conflitos, a cobertura midiática brasileira ainda depende excessivamente de estruturas do primeiro mundo. "Se houvesse jornalistas no Oriente Médio e nos Estados Unidos, a mídia brasileira utilizaria os materiais", exemplifica.

O professor alerta que o subfinanciamento ou desfinanciamento de grande parte da mídia privada eleva o risco de a comunicação ser cooptada por interesses de oligopólios.

Nesse contexto, "Os cidadãos podem ficar mais à mercê desses grandes conglomerados tecnológicos e plataformas", enfatizou.

Pedro Aguiar sublinha que o investimento contínuo do Estado brasileiro na Agência Brasil consolida o compromisso com a democratização do acesso à informação. Ele critica as decisões da Argentina e do México de cortar financiamentos de suas agências públicas, o que, em sua visão, fragilizou suas respectivas populações.

Soberania informacional

Fernando de Oliveira Paulino, professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador em comunicação pública, argumenta que um país que almeja soberania e uma população bem informada precisa de uma agência de notícias com atuação robusta e fortalecida.

"Dessa maneira, é essencial que o trabalho desenvolvido pela agência seja reconhecido e com as condições necessárias", complementou Paulino.

Paulino, que também preside a Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (Alaic), defende que a Agência Brasil deve alinhar sua atuação aos princípios constitucionais, promovendo a liberdade de expressão, a comunicação pública e o acesso à informação.

Apoio ao jornalismo regional

Entidades representativas do setor também endossam a relevância do papel da agência pública de notícias. Moacyr de Oliveira Filho, diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), destaca que, em um país de dimensões continentais como o Brasil, uma agência pública desempenha um papel estratégico.

"Leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e contribui para o combate à desinformação", afirma Oliveira Filho.

Para o diretor da ABI, a Agência Brasil, ao focar em pautas de interesse público, fomenta a pluralidade e o compromisso com a verdade. Ele considera que "Ao longo dessas décadas, a Agência Brasil construiu uma trajetória marcada pelo serviço público, pela credibilidade e pela valorização do jornalismo".

Em um país ainda marcado por profundas desigualdades como o Brasil, a agência é fundamental para democratizar o acesso à informação e assegurar o direito da sociedade de estar bem informada, ressalta Oliveira Filho.

"O país deve defender a Agência Brasil porque presta um serviço público essencial. Seu conteúdo abastece veículos de comunicação em todo o país, especialmente os regionais e pequenos", argumenta Oliveira Filho.

Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), complementa que o fortalecimento de veículos públicos como a Agência Brasil é vital para a transparência e a pluralidade de vozes.

Ela enfatiza: "Em um cenário marcado pela desinformação e pela concentração dos grandes meios de comunicação, uma agência pública forte garante acesso a informações de interesse público e compromisso com a sociedade brasileira".

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN

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