O Rio Grande do Norte possui um histórico consolidado na produção de cana-de-açúcar, que remonta ao início do século XVII com o estabelecimento do Engenho Cunhaú. Desde então, as usinas sucroalcooleiras do litoral potiguar tornaram-se pilares da economia regional, concentrando a maior parte da produção de açúcar e etanol em cidades como Ceará-Mirim, Goianinha e Canguaretama. A modernização do setor transformou não apenas os processos produtivos, mas também as práticas trabalhistas e socioambientais, promovendo uma indústria mais eficiente e sustentável.
A evolução do setor envolveu investimentos em tecnologia, capacitação da mão de obra e adequação às normas ambientais mais rigorosas. Paralelamente, o desenvolvimento de produtos de maior valor agregado, como cachaça artesanal e açúcar orgânico, permitiu que as usinas combinassem tradição cultural com demanda crescente por produtos premium e sustentáveis, fortalecendo a competitividade do estado.
Na safra 2024/2025, o RN atingiu um marco histórico, processando 4,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com geração de mais de R$ 1 bilhão em receita. O crescimento da produção foi impulsionado por boas chuvas, expansão da área plantada, entrada de novos produtores e incentivos estaduais, demonstrando a importância econômica da cana para o desenvolvimento regional.
A cana-de-açúcar é matéria-prima essencial para a produção de açúcar e álcool, sendo este último utilizado tanto em bebidas quanto como combustível renovável na forma de etanol. Este destaque reforça o papel estratégico do setor na transição energética e na promoção de fontes renováveis, ao mesmo tempo em que gera oportunidades para produtos locais de maior valor agregado.
O desafio futuro do setor é manter o crescimento de forma sustentável, equilibrando eficiência produtiva, responsabilidade social e preservação ambiental. Ao consolidar práticas inovadoras e sustentáveis, as usinas litorâneas potiguares se estabelecem como referência nacional em agroindústria moderna, garantindo impacto positivo na economia e na sociedade do Rio Grande do Norte.
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