O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (29) a quebra do sigilo dos depoimentos prestados pelo banqueiro Daniel Vorcaro e por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). As declarações fazem parte do inquérito que investiga supostas irregularidades no Banco Master e foram colhidas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 30 de dezembro do ano passado.
A medida judicial foi tomada após solicitação do Banco Central, que buscou ter acesso ao depoimento de Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização da autarquia, também ouvido no processo.
Em dezembro do ano anterior, o próprio ministro Toffoli já havia decidido que a apuração envolvendo o Banco Master deveria tramitar no STF, e não na Justiça Federal em Brasília. Essa determinação se deu em razão da menção de um deputado federal nas investigações, garantindo-lhe o foro privilegiado perante a mais alta corte do país.
Em novembro do ano anterior, o banqueiro Daniel Vorcaro, junto a outros investigados, foi alvo da Operação Compliance Zero. Deflagrada pela Polícia Federal (PF), a operação apura a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, incluindo uma tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), uma entidade financeira pública ligada ao governo do Distrito Federal. As investigações indicam que as fraudes podem totalizar a expressiva quantia de R$ 17 bilhões.
Além de Vorcaro, a lista de investigados inclui os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, bem como Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco.

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