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Styvenson pode ficar inelegível na disputa para o governo do Rio Grande do Norte

Senador só teve filiação oficial ao Podemos nas últimas semanas, após prazo final da Justiça Eleitoral.

Styvenson pode ficar inelegível na disputa para o governo do Rio Grande do Norte
José Aldenir
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Cotado como provável opção contra o projeto de reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT), o senador Styvenson Valentim (Podemos) declarou em entrevista exclusiva ao AGORA RN nesta quinta-feira 12 que, apesar de ter ficado em 2° lugar na última pesquisa de intenção de votos, feita pelo Instituto Brâmane e divulgada na última terça-feira 10, ainda não decidiu se irá ou não se candidatar. Ele voltou a ressaltar que quem pode fazê-lo se decidir se entrará ou não na corrida eleitoral pelas urnas em outubro é a vontade do povo potiguar.

“Não tenho pressa, pelo contrário. Tenho é muita tranquilidade para tomar a decisão certa e não uma decisão afobada e irresponsável. Quem tem pressa são os outros que estão se manifestando como candidatos e que estão todos desesperados pelejando atrás de votos, apoios de prefeitos e deputados. Mas, eles não têm a coragem de fazer isso por quatro anos, como eu faço com o meu mandato. Desde quando eu entrei no Senado Federal, sempre ando pelas ruas e converso com o povo, portanto, não tenho pressa”, afirmou.

Segundo o senador, sua decisão e do seu grupo serão sempre, exclusivamente, para a população do Rio Grande do Norte. “Meu único aliado e fator de decisão será o povo. Se eles não quiserem que eu seja o governador do Estado, me manterei no status atual, na missão que me foi atribuída em 2018”, disse. E, mesmo sem formalizar pré-candidatura ou fazer campanha, Styvenson tem apresentado desempenho notável nas pesquisas de intenção de voto na corrida pelo Poder Executivo estadual.

“Sempre agradecer as pessoas que lembraram do meu nome, porque essas pessoas que estão aparecendo nas pesquisas e essa pontuação, tenho certeza de que são pessoas que me acompanham nas redes sócias e sabem que eu não gasto divulgação com cotas parlamentares. Não é nada de recall, pois tem outros senadores e deputados que foram eleitos e não têm recall nenhum, por que recall só para mim? Não tem recall os outros?”

E continuou: “Essas pessoas que lembram de mim, que aliás me sinto lisonjeado, me acompanham e sabem o que eu estou fazendo, sabem do trabalho que eu desempenho desde a hora que entrei no Senado Federal, são pessoas que confiam em mim. E essa história de recall é só para mim é? Quer dizer que não tem outro senador ou deputado? O povo só lembra de Styvenson é? Deveriam lembrar de todos, não? Porque só Styvenson? Na verdade, não sei, mas eu tenho certeza que os números da pesquisa são pessoas que fiscalizam”, ressaltou.

‘É a política do vale tudo’, lamenta

Questionado sobre a conduta adotada pela governadora Fátima Bezerra, que escolheu Carlos Eduardo Alves (PDT), ex-inimigo político, para ser o seu senador e ter descartado o aliado político, o deputado federal Rafael Motta (PSB), que também deseja a vaga no Congresso Nacional, Styvenson disse não entender o espanto em torno do tema.

“Esse é o tipo de política que eles sabem fazer. Não têm ética e não guardam sentimento nenhum, nem pelo voto e nem por quem apoia. A dica que dou é que continuem apoiando, continuem apoiando quem te despreza. Isso aí é o típico da política que eu não faço parte. É por isso que eu sou isolado, sozinho, quieto na minha, porque para sofrer com isso aí eu não sofro, pois conheço muito bem o tipo de palavra de político que não tem palavra, postura, nada a oferecer e são todos incoerente. Não vejo espanto algum, não digo: ‘ah, preteriu um, escolheu o outro. É normal’. Para eles ganharem as eleições vale tudo. É a política do vale tudo, vale jogar o outro fora e pagar um novo, vale. Eu só voto em mim mesmo, a única pessoa que eu confio é Styvenson”.

Senador se filiou após o prazo legal

Styvenson Valentim só foi oficialmente filiado ao Podemos nas últimas semanas, depois do prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral para os candidatos que pretendem disputar as eleições deste ano, conforme o Portal 98 FM.

Por lei, para estar apto a disputar as próximas eleições, o senador deveria estar filiado a algum partido político até, no máximo, 2 de abril, seis meses antes da eleição. A filiação dele ao Podemos, porém, só foi concretizada depois disso. A filiação oficial está sendo processada e ainda não consta no sistema da Justiça Eleitoral. Na prática, Styvenson pode ser considerado inelegível para as próximas eleições.

Eleito em 2018 pela Rede Sustentabilidade, Styvenson decidiu se filiar ao Podemos no dia 4 de fevereiro de 2019. Ele assinou a ficha de filiação no plenário do Senado Federal, ao lado do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), líder do partido no Congresso. Entre as eleições de 2020 e o fim do ano passado, ele chegou a ser presidente do diretório estadual da sigla. Um erro do sistema do partido, contudo, não processou a filiação – o que só foi notado agora.

A advogada Ana Paula Trento, assessora de Styvenson e que acompanha o caso de perto, disse que a oficialização da filiação do senador só aconteceu nos últimos dias. Ela afirma, contudo, que não acredita que o senador terá problemas com a sua elegibilidade porque a Justiça Eleitoral já tem jurisprudência no sentido de confirmar a filiação retroativa.

“Ele assinou a ficha de filiação junto com Álvaro Dias, líder do Podemos. Foi presidente da agremiação estadual. Todas as participações dele no Senado são como integrante da bancada do Podemos. Mas, de fato, o nome do senador não estava constando como filiado ao Podemos oficialmente. Mas não quer dizer que haja problemas perante os direitos políticos dele e do mandato do Podemos. Ele não havia sido filiado por uma falha técnica do partido”, ressaltou.

A advogada confia que, caso ele queira ser candidato nas próximas eleições, não haverá questionamentos. “Ele não seria prejudicado em absolutamente nada. Há decisões, jurisprudência. Ele foi presidente estadual”, concluiu.

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e a sua fonte é agorarn.com.br

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