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Domingo, 19 de Abril 2026

Mossoró

Servidores da Saúde de Mossoró vão realizar ato contra retirada de direitos

Portaria do prefeito Allyson Bezerra retirou dos servidores da saúde o adicional de insalubridade.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Servidores da Saúde de Mossoró vão realizar ato contra retirada de direitos
DeFato.com
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Em assembleia realizada nesta terça-feira, 23, os servidores municipais da Saúde, que integram o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), marcaram um ato em protesto contra a retirada de direitos da categoria, para o dia 30 de novembro, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte.

A categoria reivindica a suspensão da portaria nº 676/2021, publicada no dia 10 de novembro, pela Prefeitura de Mossoró (PMM), que retira destes profissionais o adicional de insalubridade Covid-19. Esse adicional é previsto para os profissionais que exercem atividades na linha de frente ao combate à doença, que matou milhares de pessoas no estado. De acordo com a categoria, não é justo que esse benefício seja retirado em um momento em que muitos profissionais ainda estão atuando na linha de frente contra a Covid-19. 

“Se não estão nos dando condições de trabalho, se estão tirando nossos direitos, deixem ao menos a gente trabalhar em paz”, disse um trabalhador da saúde do Município, durante a assembleia. Além disso, a categoria informou que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) estão se transformando em depósito de pessoas doentes, uma vez que não existe a condição mínima de trabalho.

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A assembleia dos servidores da saúde teve grande participação da categoria, com a prevenção de agentes de combate às endemias (ACE), agentes comunitários de saúde (ACS), técnicos de enfermagem, dentistas, fisioterapeutas e outros segmentos da saúde. Apesar da diversidade das profissões, todos concordaram quanto à insatisfação com a retirada dos direitos, além das várias denúncias sobre as más condições de trabalho.

Entre a precariedade do trabalho, os servidores apontaram o uso de uma máscara descartável por 15 dias, falta de materiais básicos como papel-toalha e higiênico, gelo aos serviços de fisioterapia, falta de material odontológico, ambientes insalubres. Todas essas condições agravam a situação pandêmica, que aumentou consideravelmente nas últimas semanas.

“É revoltante perceber que a pandemia não passou, mas justamente no segmento mais exposto, que é a Saúde, estejamos vivenciando tamanho desrespeito. O fato de estarmos vacinados não impede que peguemos a Covid-19. Retirar nossos direitos em plena pandemia é, no mínimo, uma falta de sensibilidade”, declarou uma servidora que não foi identificada, por medo de sofrer assédio moral no trabalho.

O assédio moral é outro ponto bastante apontado pela categoria como algo recorrente. Eliete Vieira, presidente do Sindiserpum, informa que é necessário denunciar qualquer conduta de opressão e assédio contra os trabalhadores. Ela comenta ainda que essa rotina de trabalho está adoecendo os trabalhadores.

“Iremos denunciar à sociedade que o discurso da gestão não passa disto, discurso vago e sem ações efetivas. O servidor está adoecido e adoecendo a cada dia e precisamos combater isto. O Sindiserpum convoca os servidores a se unirem neste sentimento de desrespeito e desvalorização e lutarmos por nossos direitos”, comentou Eliete Vieira.

De acordo com informações recebidas pela reportagem por uma usuária dos serviços, falta Dipirona na UPA do bairro Santo Antônio e nos postos de saúde; medicamento simples, como Sinvastatina, que é distribuída para pacientes que têm alto colesterol, também está em falta.

“Falta o mínimo. Meu pai foi ao postinho pegar a medicação para diabetes e colesterol e eles disseram que faltava a Sinvastantina, um medicamento simples. Na UPA, também estava faltando, há uns três dias, Dipirona. Ou seja, o básico do básico não tem, mas o prefeito vive fazendo vídeo dizendo que está mudando Mossoró. Ele devia olhar para a saúde da nossa cidade, que nunca foi boa, mas precisa melhorar”, informou a dona de casa Carla Almeida.

FONTE/CRÉDITOS: defato.com
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Marcos Costa

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