Entre os anos de 2014 e 2025, o Rio Grande do Norte registrou 155 casos de leptospirose e 16 mortes provocadas pela doença, conforme dados do Ministério da Saúde. Somente no ano passado, foram contabilizados 10 casos e um óbito.
O ano de 2019 foi o mais crítico dentro do período analisado, com seis mortes. Especialistas alertam que o risco de contaminação aumenta durante épocas de chuva, quando ocorrem alagamentos e transbordamentos de esgotos, facilitando o contato com a urina de ratos infectados, principal forma de transmissão da doença.
A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira e apresenta sintomas como febre, dores musculares — especialmente nas panturrilhas —, náuseas e vômitos. Em quadros mais graves, podem surgir icterícia, insuficiência renal, hemorragias e problemas respiratórios.
Por ter sintomas semelhantes aos de outras doenças virais, a infecção pode ser difícil de identificar nos estágios iniciais. Por isso, médicos recomendam procurar atendimento de saúde sempre que houver contato com água de enchentes ou esgoto.
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, incluindo testes de sangue e sorologia específica. O tratamento envolve o uso de antibióticos, podendo ser necessário internamento e medicação intravenosa nos casos mais graves.
Na região Nordeste, foram registrados 6.298 casos de leptospirose entre 2014 e 2025, sendo 465 apenas no último ano. O ano de 2022 foi o mais crítico da região, com 999 casos contabilizados.

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