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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Estado

RN tem queda de 50% em mortes de policiais em um ano e de 9% em número de pessoas mortas pela polícia

Número de policiais mortos caiu de 6 para 3 na comparação de 2019 com 2020. Dados são do Monitor da Violência.

Pedro Costa
Por Pedro Costa
RN tem queda de 50% em mortes de policiais em um ano e de 9% em número de pessoas mortas pela polícia
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Um levantamento feito pelo G1 revela que 3 policiais foram assassinados no Rio Grande do Norte em 2020. Este número é 50% menor do que o registrado em 2019, quando 6 agentes foram mortos.

Os dados se referem a casos de confrontos em serviço ou fora de serviço envolvendo policiais na ativa – e, portanto, excluem mortes por acidentes ou doenças, como a Covid-19, e também mortes de policiais aposentados.

Outros seis estados do país também registraram queda no número de policiais assassinados: Acre (-100%), Rio Grande do Sul (-100%), Mato Grosso (-67%), Pará (-54%), Alagoas (-33%) e Minas Gerais (-24%).

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O número de pessoas mortes pela polícia também caiu no RN nesse período (de 160 em 2019 para 145 em 2020). A queda foi de 9%. Também houve queda no panorama nacional (-3%). Veja o detalhamento no fim da reportagem.

Letalidade e vitimização policial pelo país

O Brasil teve 198 policiais assassinados em serviço e de folga em 2020, um aumento de 10% em relação a 2019. O Piauí foi o estado com a maior taxa de policiais mortos (1 a cada mil policiais). Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins foram os únicos estados que não registraram morte de policial em 2020.

Em todo país, ao menos 5.660 pessoas foram mortas por policiais em 2020. Isso representa uma ligeira queda de 3% em relação a 2019, quando foram registradas 5.829 vítimas. O Rio de Janeiro teve 575 mortes a menos de um ano para o outro, puxando a redução no país

Ao todo, 17 estados registraram crescimento nas mortes por forças policiais. O Amapá foi o estado com a maior taxa de letalidade policial em 2020: 12,8 por 100 mil habitantes.

Transparência

O levantamento do G1 durou mais de dois meses para ser concluído. Os dados foram solicitados via Lei de Acesso à Informação (sob a mesma metodologia utilizada nos anuários do Fórum Brasileiro de Segurança Pública) e também foram pedidos às assessorias de imprensa das secretarias da Segurança e das corporações, quando necessário.

O resultado: demora nas informações, dados desencontrados e números incompletos, assim como nos outros anos. Além disso, ainda há ausência de padronização. Foi preciso confirmar os números mais de uma vez para garantir a qualidade das informações.

Apenas um estado não informou nenhum dado sequer: Goiás. Já é a quinta vez que o governo se recusou a divulgar informações públicas para um levantamento nacional do Monitor da Violência (em quatro destas vezes, o pedido foi referente à letalidade e à vitimização policial).

FONTE/CRÉDITOS: g1.globo.com/rn
Pedro Costa

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Pedro Costa

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