Em 2025, o Brasil contabilizou 480.283 falhas na assistência à saúde, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atualizados em janeiro de 2026. No Rio Grande do Norte, foram registradas 7.845 notificações de eventos adversos no mesmo período.
Os hospitais concentraram a maior parte dos registros, somando 428.231 ocorrências, enquanto outros serviços de saúde, como clínicas e laboratórios, contabilizaram 52.052 eventos. Apesar de a notificação ser obrigatória, muitas instituições ainda deixam de registrar as falhas, o que indica que os números reais podem ser ainda maiores.
Os dados mostram uma série de crescimento contínuo nos últimos anos: em 2023, foram registrados 368.028 eventos adversos; em 2024, 425.951; e, em 2025, 480.283, representando um aumento médio de 12% em relação ao ano anterior.
Entre os eventos registrados em 2025, 249.230 causaram danos leves aos pacientes, 50.710 resultaram em consequências moderadas, 10.458 em lesões graves e 3.158 evoluíram para óbito. Outros 117.715 não causaram danos aos pacientes.
Cerca de 202.157 ocorrências foram identificadas por profissionais de saúde, enquanto os próprios pacientes notificaram 19.814 casos. Familiares, outros pacientes e cuidadores também contribuíram com registros, reforçando a importância da participação coletiva na segurança do paciente.
De acordo com a ONA, a maioria dos eventos adversos é evitável, sendo fundamentais processos bem estruturados e a correta identificação do paciente para reduzir riscos, proteger vidas e fortalecer a qualidade do atendimento em todo o sistema de saúde.
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