A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec) projeta que o estado poderá encerrar 2025 com aproximadamente 34 mil empregos formais. A estimativa foi apresentada pelo secretário-adjunto Hugo Fonseca, que destacou a recuperação observada a partir de junho e os resultados positivos dos últimos meses, especialmente no último trimestre do ano.
Apesar do recuo no primeiro semestre, influenciado pela alta da taxa Selic e mudanças nos setores de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, a retomada se consolidou na metade do ano. Segundo Fonseca, se a média de agosto se mantiver nos próximos meses, o saldo final deve ser semelhante ao registrado em 2024.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmou o otimismo. Em agosto, o RN registrou o melhor desempenho do ano, com 5.339 novas vagas, resultado de 24.285 admissões e 18.946 desligamentos. O acumulado de janeiro a agosto soma 15.397 novos postos, inferior aos 26.706 do mesmo período do ano anterior, refletindo um ritmo de crescimento mais lento.
O setor de serviços lidera o saldo acumulado, com 5.763 empregos, seguido pela indústria (4.313), comércio (2.504), construção (1.849) e agropecuária (957). Em agosto, a agropecuária gerou 2.332 vagas, os serviços 1.223, a indústria 1.093 e o comércio 761, enquanto a construção recuou em 66 postos. A desaceleração em relação a 2024 evidencia o impacto de fatores macroeconômicos sobre a economia local.
O presidente do Sistema Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, avaliou que os números confirmam sinais de expansão, mas ressaltou que a sustentação do crescimento depende de medidas estruturais, como redução da inflação, queda da taxa de juros e ampliação de investimentos públicos. Ele destacou que, embora o saldo positivo seja animador, o ritmo de crescimento do emprego formal ainda é menor que em anos anteriores.
Com a perspectiva de continuidade da recuperação econômica, o Rio Grande do Norte projeta consolidar a geração de empregos nos próximos meses, reforçando o papel do setor de serviços e comércio na absorção de mão de obra e na criação de oportunidades para trabalhadores e empreendedores potiguares.

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