O Rio Grande do Norte registrou o fechamento de 2.221 vagas de emprego com carteira assinada no mês de fevereiro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal. O resultado é considerado o pior para o mês desde o início da série histórica, em 2020.
O saldo negativo é resultado da diferença entre 19.084 admissões e 21.305 desligamentos ao longo do período. O cenário reforça a dificuldade de recuperação do mercado de trabalho no estado, especialmente após perdas acumuladas no fim de 2025.
O setor da agropecuária foi o principal responsável pelo desempenho negativo, com o fechamento de 2.152 vagas. A indústria também apresentou saldo desfavorável, com 1.012 demissões a mais que contratações, seguida pela construção civil, que encerrou o mês com menos 92 postos de trabalho.
Por outro lado, os setores de serviços e comércio apresentaram resultados positivos. Juntos, eles abriram mais de mil vagas, sendo 861 no segmento de serviços e 175 no comércio. No entanto, esses números não foram suficientes para compensar as perdas registradas nos demais setores.
Entre os municípios, a capital Natal teve destaque positivo, com a criação de 550 novos empregos, impulsionada principalmente pelo setor de serviços. Já Mossoró registrou saldo negativo de 400 vagas, com forte impacto da agropecuária, enquanto Parnamirim apresentou crescimento, com 291 novos postos de trabalho.
Apesar do resultado negativo no estado, o Brasil registrou saldo positivo de 255,3 mil empregos formais em fevereiro. No Nordeste, o Rio Grande do Norte teve um dos piores desempenhos, ficando atrás apenas de Alagoas em número de vagas fechadas.

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