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Sábado, 02 de Maio 2026

Estado

RN avança em transição energética com legislação para armazenamento de energia em baterias

Sistema BEES permitirá estocar energia excedente e reduzir desperdícios, atraindo investimentos e gerando empregos no estado.

Neilla Souza
Por Neilla Souza
RN avança em transição energética com legislação para armazenamento de energia em baterias
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O Rio Grande do Norte se prepara para regulamentar o licenciamento de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BEES (Battery Energy Storage System), consolidando-se como líder na geração de energia limpa no país. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), que enviarão a proposta ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Conema) para aprovação.

O objetivo do BEES é armazenar energia gerada nos parques solares, eólicos ou hidrelétricos durante períodos de baixa demanda e liberá-la nos momentos de pico, aumentando a eficiência do sistema elétrico e diminuindo cortes de energia conhecidos como “curtailment”. Segundo Hugo Fonseca, secretário-adjunto da Sedec, a medida pode gerar empregos, renda e novos modelos de negócio, além de melhorar a estabilidade da rede.

Especialistas destacam que a regulamentação estadual é importante para orientar investidores e empresas sobre prazos, incentivos fiscais e processos de licenciamento. Sérgio Azevedo, presidente da Comissão Temática de Energias Renováveis da Fiern, afirma que a iniciativa permitirá aproveitar melhor os recursos solares e eólicos do estado, atraindo negócios que dependem de energia contínua, como data centers.

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A expectativa é que a Aneel, em parceria com o governo federal, realize o primeiro leilão exclusivo de baterias de armazenamento de energia no início de 2026, com demanda prevista de 2 GW. Esse leilão permitirá contratar projetos em grande escala e integrar os sistemas de armazenamento às fontes renováveis já existentes, ampliando a flexibilidade e eficiência do fornecimento.

O diretor da ABEEólica, Marcello Cabral, ressalta que a medida ocorre em momento estratégico para o sistema elétrico brasileiro, permitindo ajustar a oferta de energia de acordo com a demanda e reduzir desperdícios. Até agosto de 2025, o RN registrou 4,99 milhões de MWh de energia não aproveitada, o equivalente a 25,43% das perdas nacionais.

Com a implementação do BEES, o estado busca consolidar a transição energética, equilibrar a rede elétrica e criar novas oportunidades de investimento e emprego, fortalecendo sua liderança na produção de energia renovável e sustentável no Brasil.

 
 
 
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