O Rio Grande do Norte alcançou resultados expressivos no comércio exterior durante o mês de setembro de 2025. De acordo com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC/RN), o estado acumulou um superávit de US$ 404,9 milhões entre janeiro e setembro. Nesse período, a corrente de comércio – soma das exportações e importações – ultrapassou US$ 1 bilhão, com US$ 729,6 milhões em exportações e US$ 324,7 milhões em importações.
Somente em setembro, o comércio exterior potiguar movimentou US$ 105,8 milhões, resultando em saldo positivo de US$ 48,2 milhões. Entre os produtos exportados, destacam-se o bulhão dourado, com US$ 23,6 milhões, e frutas como melancias e melões frescos, que juntos representam mais de 50% do total exportado. Produtos como óleos combustíveis e rolamentos de esferas completam o principal portfólio potiguar.
Os destinos internacionais das exportações incluem o Canadá, que liderou as compras com US$ 24,1 milhões, seguido pelos Países Baixos, Reino Unido, Espanha e México. Esses cinco países responderam por 83,7% de todas as exportações do estado, evidenciando a abrangência internacional da pauta comercial potiguar.
No setor de importações, o RN trouxe produtos como trigo e misturas com centeio, caldeiras aquatubulares e produtos laminados de aço, com destaque para a China, Argentina e México como principais fornecedores, que juntos representam quase 78% do total importado. A via marítima se consolida como o principal modal de transporte, tanto para exportações quanto para importações, reforçando a importância da infraestrutura portuária do estado.
Segundo o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, apesar de desafios como a queda nas exportações de óleo combustível e tarifas internacionais, a balança comercial do RN mostra resiliência. A diversificação das exportações e a abertura para novos mercados são estratégias que fortalecem a economia local.
O desempenho recorde do comércio exterior potiguar reflete o trabalho conjunto entre governo, setor produtivo e instituições, demonstrando a capacidade do Rio Grande do Norte de crescer de forma sustentável e competitiva, mesmo diante de um cenário global incerto e desafiador.

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