O Rio Grande do Norte reafirma sua posição de liderança nacional na produção de energia renovável, com uma matriz elétrica predominantemente composta por fontes eólica e solar. Apesar desse protagonismo, o estado enfrenta limitações na capacidade de escoamento da energia gerada, o que tem dificultado a atração de novos investimentos. Para solucionar essa questão, o Governo do Estado tem articulado ações junto ao Ministério de Minas e Energia desde 2023, buscando ampliar as linhas de transmissão.
Com o avanço das negociações, o Leilão de Transmissão 4/2025 da Aneel garantirá um novo ciclo de investimentos de R$ 805 milhões no setor energético potiguar. O certame, que ocorrerá nesta sexta-feira (31) na sede da B3, em São Paulo, prevê a construção de subestações e linhas de transmissão nos municípios de João Câmara e Assú, fortalecendo a infraestrutura energética e ampliando a capacidade de distribuição do estado.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira, o investimento trará maior segurança ao sistema elétrico e incentivará novos aportes no setor de energias renováveis. A expectativa é que sejam gerados mais de 2,3 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando áreas como engenharia, transporte, construção civil e comércio local, além de estimular o crescimento econômico regional.
O presidente da Comissão Temática de Energias Renováveis da FIERN, Sérgio Azevedo, destacou que o leilão representa um marco importante na correção de desequilíbrios históricos da rede de transmissão do RN. Ele ressaltou, contudo, a necessidade de reestruturação da geração distribuída (MMGD), que vem crescendo de forma acelerada, mas desordenada, o que impacta o equilíbrio do sistema elétrico.
Atualmente, o Rio Grande do Norte tem 98,5% de sua matriz energética proveniente de fontes renováveis. O estado lidera o ranking nacional em energia eólica, com mais de 245 parques e 9,7 mil MW de potência instalada, correspondendo a cerca de 32% da geração nacional. Já a energia solar ocupa a segunda posição, com 55 usinas e 1,4 GW em operação, em franco crescimento. Com os novos investimentos, o estado reforça seu papel como referência em sustentabilidade e inovação energética no país.
Comentários: