O Rio Grande do Norte alcançou 943 megawatts (MW) de potência instalada na geração própria de energia solar, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Com mais de 105 mil conexões operacionais em telhados e pequenos terrenos espalhados pelos 167 municípios, o estado garante redução na conta de luz, maior autonomia e confiabilidade elétrica para consumidores residenciais e comerciais.
Desde 2012, a geração distribuída solar atraiu R$ 4,2 bilhões em investimentos, criou mais de 28 mil empregos e arrecadou R$ 1,3 bilhão aos cofres públicos. Além de ser uma fonte limpa e renovável, a energia solar contribui para a sustentabilidade econômica das famílias e fortalece a competitividade dos setores produtivos locais.
Estudo da consultoria Volt Robotics, encomendado pela ABSOLAR, indica que a economia líquida da geração distribuída no Brasil deve ultrapassar R$ 84,9 bilhões até 2031, beneficiando tanto quem possui sistemas fotovoltaicos quanto quem não possui. A entidade defende que a tramitação das Medidas Provisórias 1300/2025 e 1304/2025, relacionadas à reforma do setor elétrico, contemplem segurança jurídica para os consumidores de energia solar.
A ABSOLAR alerta que dispositivos previstos na MP 1300/2025 podem criar tarifas obrigatórias e cobranças fixas para consumidores que geram sua própria energia, gerando insegurança sobre custos e retorno dos investimentos. Também é necessária atenção à MP 1304/2025, para evitar qualquer tratamento discriminatório a participantes do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE).
Segundo Bárbara Rubim, vice-presidente de geração distribuída da ABSOLAR, a popularidade da geração solar é alta, com nove em cada dez brasileiros desejando produzir sua própria energia renovável. A democratização da energia solar é vista como estratégia para fortalecer a sustentabilidade, atrair novos investimentos, gerar empregos verdes e promover uma transição energética justa e inclusiva no Brasil.

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