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Terça-feira, 28 de Abril 2026

Economia

‘Redução de ICMS sobre combustíveis tira R$ 1 bi anual do RN’, diz secretário

Secretário de Tributação está em Brasília, para acompanhar tramitação de PLP que reduz as alíquotas do ICMS.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
‘Redução de ICMS sobre combustíveis tira R$ 1 bi anual do RN’, diz secretário
Agora RN
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“Calculamos em torno de R$ 1 bilhão de impacto aos cofres públicos do Rio Grande do Norte. Um estado como o nosso, que tem uma receita anual de R$ 12 bilhões, perder R$ 1 bilhão vai impactar na prestação de serviços públicos”, afirmou o secretário estadual de Tributação (SET), Carlos Eduardo Xavier, sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) 211/2021, que congela o ICMS sobre os combustíveis em 17%, aprovado no último dia 25 pela Câmara Federal e que agora irá para votação no Senado Federal.

Carlos Eduardo viajou para Brasília, nesta segunda-feira 30, onde se reunirá com os demais secretários de Tributação do país para conversar com o presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Nossa tentativa é que ele reveja alguma coisa com relação ao diesel e deixemos as alterações nos demais serviços no âmbito da reforma tributária, para tentar amenizar a crise. A ideia é de que, ao invés de manter congelado o preço de referência, mantenhamos a média dos últimos cinco anos”, disse, em entrevista à Jovem Pan News Natal.

Ele explicou que toda essa mobilização dos secretários é em busca de uma solução que não cause tanto impacto na arrecadação estadual. E afirmou que todos estão em clima de extrema preocupação com o PLP 211/2021, pois, de todos os que já tramitaram nos últimos três anos no Congresso Nacional, esse é a maior ameaça aos cofres públicos do estado e municípios. O PLP estabelece limite para a tributação dos bens essenciais, especialmente energia, petróleo, telecomunicações e gás, retira a seletividade dessas mercadorias e prestações de serviços, segundo o responsável pela pasta. Atualmente, esses produtos têm alíquotas entre 25% e 30%. A alíquota modal no RN é 18%. A retirada dessa seletividade impacta em R$ 1 bilhão na arrecadação do RN.

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“Desde novembro de 2021, o RN está recolhendo o ICMS de combustível no valor congelado, o ICMS congelado na gasolina devido ao congelamento do PMPF, que é o valor de referência que usamos para cobrar esse ICMS, a R$ 6,62. O preço está aumentando e a gente não está arrecadando mais. Não está havendo aumento de arrecadação desde 1º de novembro do ano passado, por causa dos aumentos dos preços dos combustíveis. E desde então, a gasolina vem subindo o preço várias vezes em sequência, já chegando à casa dos R$ 8,20. Então, no primeiro momento, é possível sim baixar o preço. Mas, no primeiro aumento que a Petrobras fizer, por causa da política de preços que ela pratica, essa redução vai embora”, explicou

Para o secretário, a tentativa do governo federal e do Congresso não vai resolver o problema e vai trazer um prejuízo bilionário para os cofres públicos dos estados, o que acaba impactando na vida das pessoas mais pobres. E defende que é preciso colocar em discussão a a reforma tributária no Brasil, mas que não há como fazer uma discussão dessa importância da forma como está sendo feita, simplesmente retirando tributos para se tentar conter o aumento da inflação, pois não funcionou e não funcionará em momento algum.

“Vamos deixar de arrecadar, vai precarizar, ainda mais, os serviços públicos, e não vai conter os aumentos dos preços. A inflação também atinge os serviços públicos. Num cenário inflacionário como o que estamos vivendo, os contratos públicos são revisados e majorados. Então, a inflação também pressiona o lado das despesas públicas. Então, se desonerar o consumo, como está se propondo, sem uma compensação em outra tributação, irá gerar uma crise sem precedentes nos cofres públicos dos estados e municípios, que é onde as pessoas vivem”, explicou.

FONTE/CRÉDITOS: agorarn.com.br
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