O Rio Grande do Norte registrou crescimento de 14% na Receita Corrente Líquida durante o quinto bimestre de 2025, alcançando R$ 19 bilhões. Apesar do desempenho positivo, o avanço das despesas no mesmo ritmo tem mantido o orçamento estadual sob forte pressão, reduzindo a margem para investimentos públicos.
No mesmo período, as despesas correntes também cresceram 14%, chegando a R$ 17,5 bilhões. O cenário revela que, embora o Estado esteja arrecadando mais, grande parte dos recursos segue comprometida com gastos obrigatórios, especialmente aqueles ligados ao funcionamento da máquina pública.
O desempenho da arrecadação coloca o Rio Grande do Norte entre os estados com maior crescimento da receita no Nordeste, impulsionado principalmente pela arrecadação própria, com destaque para tributos como ICMS e IPVA. O aquecimento da economia potiguar e a melhora nos índices de emprego contribuíram diretamente para esse resultado.
Apesar disso, o resultado orçamentário apresentou retração em relação ao ano anterior, reflexo do aumento contínuo das despesas. O comprometimento elevado da receita com gastos fixos reduz a capacidade do Estado de ampliar investimentos em áreas estratégicas, tornando o orçamento cada vez mais rígido.
As despesas com pessoal seguem como o principal fator de pressão, representando a maior fatia do orçamento estadual. A estrutura histórica do quadro de servidores, aliada a pisos salariais e reajustes legais, dificulta ajustes rápidos e mantém os gastos elevados ao longo do tempo.
Diante desse cenário, especialistas apontam que a solução passa por medidas de médio e longo prazos, como o fortalecimento da economia, diversificação da base produtiva e políticas de controle gradual das despesas. Enquanto isso, o desafio do Rio Grande do Norte segue sendo equilibrar crescimento da arrecadação com responsabilidade fiscal e capacidade de investimento.
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