O reajuste do salário mínimo previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026 deverá injetar cerca de R$ 845 milhões na economia do Rio Grande do Norte ao longo do próximo ano. A estimativa é do Instituto Fecomércio RN (IFC) e considera o aumento real de 2,5% no piso nacional, que passará de R$ 1.518 para R$ 1.621.
De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aproximadamente 6,9 milhões de brasileiros têm rendimento atrelado ao salário mínimo. Esse reajuste deve gerar um impacto de R$ 81,7 bilhões na economia nacional em 2026, refletindo diretamente no consumo das famílias e na movimentação do comércio.
No Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, destaca que o estado possui o maior nível de formalidade do mercado de trabalho no Nordeste, o que amplia os efeitos positivos do reajuste. Além disso, aposentados e pensionistas também serão beneficiados, contribuindo para o aumento da circulação de renda no estado.
A Fecomércio RN avalia que parte desses recursos será direcionada ao comércio de bens, serviços e turismo, enquanto outra parcela ajudará as famílias a equilibrar o orçamento, reduzir a inadimplência e minimizar gastos com juros e multas. Esse movimento tende a fortalecer setores estratégicos da economia potiguar.
Especialistas apontam ainda que o aumento acima da inflação permite a recomposição do consumo de itens básicos, especialmente alimentação, que representa cerca de 32% do orçamento das famílias do RN. Embora o ganho real melhore o poder de compra, o impacto é considerado limitado para famílias maiores que dependem exclusivamente de um salário mínimo.
Apesar das limitações, o reajuste do salário mínimo continua sendo um fator relevante para a economia, sobretudo por estimular o consumo imediato. Como grande parte dessa renda é totalmente utilizada pelas famílias beneficiadas, o efeito multiplicador sobre o comércio local e os serviços tende a ser significativo ao longo de 2026.
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