Gazeta do RN

Aguarde, carregando...

Domingo, 19 de Abril 2026

Estado

Professores rejeitam 13% e Fátima fará nova proposta para reajuste

O valor não foi aceito pela categoria, que, por lei, tem direito a um reajuste de 33,24% e nova reunião é marcada.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Professores rejeitam 13% e Fátima fará nova proposta para reajuste
Ney Douglas
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

“O processo de negociação continua, mas ainda sem uma proposta que tenha condições mínimas de ser apresentada à categoria, para que possa sentar e avaliar se vale a pena ou não acatar”, afirmou o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN), Miguel Salusto. A fala reflete a insatisfação e a frustração dos professores da rede estadual de ensino, sobre a proposta apresentada pela equipe da governadora Fátima Bezerra (PT), durante audiência realizada nesta quinta-feira 10. A gestora havia sinalizado apenas 13% de reajuste salarial para a categoria a partir de março, mas categoria não aceitou e uma nova proposta dese ser apresentada na semana que vem.

“O governo apresentou uma proposta, mas não avançou. O Sinte já adiantou que essa discussão de hoje não será levada para a assembleia com os professores, porque não ajudaria a superar o impasse. O governo do Estado decidiu retirar da mesa a proposta apresentada no início da audiência, mas se comprometeu a apresentar uma nova proposta para a próxima segunda-feira”, frisou Miguel, enfatizando que a categoria optou por manter o indicativo de greve, previsto para iniciar no próximo dia 14 de fevereiro.

Essa já é a terceira rodada de negociações entre o governo do Estado e o Sinte/RN, em busca de um acordo sobre a implantação do reajuste salarial do piso dos profissionais da educação no Estado.

Publicidade

“A governadora, nos momentos em que falou do piso, assumiu o compromisso de pagar. Mesmo em dezembro passado, quando se ventilava o percentual de 31%, Fátima Bezerra reiterou o cumprimento. Houve um lapso temporal silencioso e mais uma afirmação positiva na leitura da mensagem na Assembleia Legislativa. Por outro lado, existe uma morosidade do governo em nos apresentar quando e como será cumprido o reajuste integral. Esperamos que isso ocorra na próxima audiência”, ressaltou.

Silêncio do governo gerou indicativo de greve, disse Salusto

Segundo Miguel Salusto, desde o início do ano o sindicato está protocolando ofícios e solicitando audiências com o governo. “Estamos realizando assembleias semanais e, em virtude da ausência de proposta, a categoria aprovou indicativo de greve. Ela anunciou que cumprirá a lei e concederá os 33,24%. Nós queremos saber como e quando isso vai acontecer. Esperamos que seja resolvido o mais rapidamente possível e que não se faça necessária a deflagração do movimento, visto que, a greve não interessa à categoria, nem ao governo, muito menos aos estudantes”, destacou.
Questionado se a petista traiu suas origens, por ser pedagoga e antes de ser governadora, foi presidente do Sinte/RN e uma das fundadoras do Fórum Estadual dos Servidores Públicos, o sindicalista disse que não.

“Em 2019 e 2020, o reajuste foi implantado com luta e, principalmente, negociação. Em 2021, conquistamos promoções e progressões na carreira que estavam atrasadas há mais de uma década. O piso é uma conquista da luta que se deu em âmbito nacional e está na constituição. As lutas locais, nos Estados e municípios, sempre ocorreram para que os reajustes anuais fossem garantidos. Travamos essa luta em todos os governos, não poderia ser diferente neste momento”, ponderou.

Miguel Salusto acredita que o governo possui condições de aplicar o reajuste imediato dos 33,24%. “É óbvio que um reajuste deste, incidindo sobre a maior folha do Estado, provoca um impacto financeiro considerável e cria dificuldades para sua implantação. Contudo, é uma lei federal que precisa ser cumprida e cabe ao Estado fazer os ajustes necessários. Além disso, há uma tendência de aumento das receitas do Fundeb e também das receitas próprias. O sindicato acompanha a execução orçamentária do Estado e nós vamos disputar este orçamento. Há saídas sim e esperamos que sejam colocadas na mesa de negociação”, finalizou.

O governo do Estado. A Assessoria de comunicação da Educação informou que, em reunião com os professores, os 13% foram rejeitados pela categoria e uma nova reunião foi marcada, para a próxima segunda-feira 14, quando o governo estadual apresentará uma nova proposta de reajuste salarial para os professores da rede estadual.

FONTE/CRÉDITOS: agorarn.com.br
Comentários:
Marcos Costa

Publicado por:

Marcos Costa

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR