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Segunda-feira, 16 de Fevereiro 2026

Estado

Polícia Civil investiga morte de jovem com sinais de espancamento após ser levado em viatura da PM em Natal

Família diz que jovem foi levado em viatura sem qualquer ferimento após populares o confundirem com um ladrão.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Polícia Civil investiga morte de jovem com sinais de espancamento após ser levado em viatura da PM em Natal
G1
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A Polícia Civil investiga a morte de um rapaz de 26 anos que foi levado por policiais militares após uma ocorrência na Vila de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. O motivo da investigação é porque o rapaz teve o óbito confirmado com sinais de espancamento, e a família e amigos alegam que ele entrou na viatura sem qualquer marca de agressão.

A vítima foi Ray Evangelista do Nascimento Otávio, que trabalhava como garçom de uma lanchonete. O caso aconteceu na segunda-feira (14), quando o rapaz, segundo a família, fez uso de drogas e teve um surto psicótico, pulando muros de casas e assustando moradores, que chamaram a polícia. O jovem morreu na terça (15), na UPA de Cidade Satélite, onde estava internado.

No inquérito instaurado pela Polícia Civil, é citado que a vítima alegou que "foi agredida com socos e pontapés após ser confundido com ladrão por policiais em serviço".

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Em nota, a Polícia Civil disse que a ocorrência foi tratada inicialmente como "lesão corporal seguida de morte" e encaminhada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que realizou diligências iniciais para apurar o caso.

Até o momento, cita a PC, "a autoria do crime não está definida e a investigação transcorre sob sigilo, o qual abrange possíveis linhas de investigação".

A Polícia Civil solicitou exames cadavérico e toxicológico para a investigação. No laudo inicial, o Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) entendeu a causa da morte como por "agressão física".

Sobre as acusações de que as agressões teriam partido dos policiais, a assessoria de comunicação da PM informou que "até o presente momento , não chegou nada oficialmente" sobre o tema. Por isso, a PM disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Exames apontam politraumatismo

Ray foi levado pelos policiais militares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cidade Satélite na segunda. No boletim de atendimento de urgência, o registro aponta que ele foi levado à unidade "após ser espancado por populares no bairro de Ponta Negra".

O jovem precisou ser encaminhado ao Hospital Walfredo Gurgel para realizar uma série de exames. Ele retornou à UPA, onde morreu na manhã de terça-feira (15).

Na guia de encaminhamento de cadáver, o médico da UPA citou que Ray deu entrada com "Glasgow 3", que é uma escala utilizada por profissionais de saúde para classificar o coma - o nível 3 é o mínimo numa escala que vai até o 15, e significa que a pessoa não abre os olhos, nem fala, nem se mexe ou reage a estímulos.

O médico da UPA ainda escreveu no documento o "provável uso de cocaína no dia do ocorrido, evoluindo com quadro psicótico" e que "há relatos de agressões por populares".

A causa da morte no mesmo documento aponta: politraumatismo, rebaixamento do nível de consciência, hemorragia digestiva alta e choque hipovolêmico.

Família e amigos protestam

Amigos, vizinhos e familiares fizeram um protesto na quarta-feira (16) à tarde na Vila de Ponta Negra, em frente à igreja evangélica onde aconteceu o velório, pedindo justiça pela morte do rapaz.

A família do jovem diz que ele tinha problemas com drogas, mas afirma que quando ele foi levado na viatura, não apresentava nenhuma marca de agressão física.

"Ele entrou na viatura são, sem nenhum problema, só com esse problema da droga. Ele estava intacto. Eles levarem meu filho pra UPA e pararam em algum canto. O horário não bate. Eu trabalho como motorista, eu sei qual o tempo que leva daqui pra UPA, não leva 20 minutos, e eles levaram 1h10", disse Evangelista Otávio, pai da vítima.

A ocorrência

A PM foi chamada para atender uma ocorrência na segunda-feira (14) de um suposto criminoso que estava pulando muros de residências.

Segundo a família, Ray teve um surto psicótico após o consumo excessivo de entorpecentes e acreditava que estava sendo perseguido por um carro. Assim, foi comprar água num mercadinho e, assustado, correu para o telhado e pulou muros de uma conveniência e de outras residências. Ele foi flagrado por uma câmera de segurança.

"Ele usou essa droga mais pesada e ficou alucinado, não sabia o que estava fazendo. Ele entrou no mercado aqui na Rua Rio Grande do Norte e pediu cinco águas, pagou com R$ 50" , lamentou o pai.

O rapaz acabou capturado por populares e chegou a ser amarrado enquanto a PM não chegava para colocá-lo na viatura.

 

FONTE/CRÉDITOS: g1.globo.com/rn
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