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Terça-feira, 28 de Abril 2026

Estado

Pinacoteca do RN recebe exposição “O Sertão Virou Mar”, de Azol

A exposição “O Sertão Virou Mar” está aberta ao público de terça a domingo, das 8h às 16h, na Praça 7 de Setembro, no centro da capital.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Pinacoteca do RN recebe exposição “O Sertão Virou Mar”, de Azol
VLADEMIR ALEXANDRE
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Na noite desta terça-feira, 24, foi aberta na galeria térrea da Pinacoteca do Estado a mais nova exposição do artista visual Azol, “O Sertão Virou Mar”, primeira mostra de nível nacional a ser exposta após a reabertura. Nascido em Natal, Azol formou-se nos Estados Unidos e fixou morada em São Paulo, há três décadas. Mesmo há tanto tempo distante das suas raízes geográficas, sua arte sempre foi permeada pelos temas nordestinos.

Esta mostra é um exemplo disso; traz uma série de fotomontagens e pinturas com fotografias e videoinstalações produzidas nos sertões do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Bahia que fazem uma alusão à rudeza da realidade captada, mas completada pela abundância do mar, unindo essas duas temáticas em um realismo mágico.

A imersão do criador por esses estados nordestinos rendeu mais de seis mil fotografias. Foi aí que iniciou o trabalho de curadoria do Marcus de Lontra Costa, conhecido por seu trabalho como diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e como crítico de arte dos periódicos O Globo, Tribuna da Imprensa e Isto É. O curador selecionou 60 imagens que serviram de base para “O Sertão Virou Mar” e terminou sendo composta por uma instalação, três videoinstalações, dez telas e 43 fotomontagens digitais. As obras já foram exibidas no Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza, antes de chegarem a Natal.

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Avanço cultural

Para o artista, as intervenções feitas pelo Estado na Pinacoteca são “muito significativas; o progresso do espaço é visível”. Em sua opinião, o lugar está capacitado para receber eventos de padrão internacional: “Me encantei com o que foi realizado aqui. E participar desse momento oficial de reabertura é uma honra. Que venham muitas exposições!”.

Também conhecido como Palácio Potengi, por ter abrigado a sede do Governo na virada do século 20, o local é gerido pela Fundação José Augusto (FJA). Seu coordenador, o professor e artista plástico João Natal, revela parte da programação prevista para 2022: “Planejamos esta importante mostra de Azol, que vem de um circuito nacional, para marcar o mês do artista plástico, que é maio”, conta. “E teremos, ainda, uma homenagem ao centenário da Semana de Arte Moderna, em breve, tudo exposto em melhores condições e à disposição da comunidade”.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura, Gustavo Coelho, “o Governo do Estado realizou um trabalho inédito em prol da recuperação dos espaços culturais”. O gestor está como coordenador do Projeto Governo Cidadão (em Substituição Legal – Portaria Nº 68, de 28 de março de 2022, publicada no Diário Oficial do Estado em 29 de março de 2022).

Sobre a Pinacoteca

Após um hiato de quase quatro anos, o prédio de arquitetura neoclássica foi reaberto, em dezembro de 2021, totalmente restaurado e com melhorias implantadas, como elevadores e rampas de acessibilidade, sistema central de climatização, banheiros adaptados, ambientes climatizados, câmeras de segurança e uma moderna estrutura para eventos com sonorização e cabeamento estruturado. Também foram feitos serviços de restauração, revestimentos, recuperação de louças, metais e acessórios, esquadrias, instalações elétricas e hidráulicas, combate a incêndio, serviços de esgoto e águas pluviais.

Localizado na Praça Sete de Setembro, na Cidade Alta, em Natal, o prédio de 150 anos reúne a mais relevante produção potiguar de artes plásticas em acervo próprio do Governo do Estado composto por 580 obras, a Pinacoteca traça uma panorâmica da pintura no Rio Grande do Norte com nomes como Thomé, Newton Navarro, Tarsila do Amaral e Dorian Gray, incluindo exemplares de Alfredo Volpi, Cícero Dias, Fayga Ostrower, Maria do Santíssimo, Moura Rabello e Hostílio Dantas. A escultura do Budha de Laos, feita no século XII em chumbo e banhada a ouro, é uma das peças mais célebres do acervo.

O prédio é considerado a edificação com a maior expressão da arquitetura neoclássica em Natal. Construído entre 1866 e 1873, abrigou a Assembleia Legislativa e a Tesouraria Provincial. O imóvel é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, por isso, foi requerido restauro especializado e serviços mais detalhados.

A exposição “O Sertão Virou Mar” está aberta ao público de terça a domingo, das 8h às 16h, na Praça 7 de Setembro, no centro da capital. Fica até 24/07/22.

FONTE/CRÉDITOS: agorarn.com.br
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