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Domingo, 19 de Abril 2026

Estado

Orçamento secreto: fundação ligada ao IFRN omite justificativa para fim de curso de idiomas; protesto de alunos ultrapassa 700 assinaturas

Funcern mantém silêncio enquanto estudantes se mobilizam contra o cancelamento de cursos que atuam há mais de 25 anos

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Orçamento secreto: fundação ligada ao IFRN omite justificativa para fim de curso de idiomas; protesto de alunos ultrapassa 700 assinaturas
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A Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern), vinculada ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), permanece sem esclarecer os motivos para o cancelamento dos cursos de idiomas em Natal. A decisão, anunciada há mais de uma semana, surpreendeu alunos e professores, deixando os discentes dos níveis iniciais sem alternativas para concluir a formação.

Por meio da ouvidoria, a Funcern alega não ter “obrigação legal” de justificar a suspensão, apesar de a transparência ser um princípio fundamental na gestão pública e na administração de entidades sem fins lucrativos. Informações que poderiam comprovar a alegada inviabilidade financeira foram omitidas, configurando, na prática, um tratamento sigiloso ao orçamento da instituição.

A suspensão ocorre justamente num momento em que o IFRN demonstra interesse crescente na internacionalização de seus alunos. Recentemente, o reitor José Arnóbio de Araújo Filho destacou a aprovação do estudante Lucas Lima para um programa internacional, mas a opção por cursos de idiomas oferecidos pela Funcern, que antes estava disponível em Natal, agora fica inacessível para muitos, com a unidade mais próxima situada a mais de 200 quilômetros do campus de São Paulo do Potengi.

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Diante da ausência de diálogo e alternativas, alunos e egressos organizaram um abaixo-assinado que já conta com mais de 700 assinaturas. O documento ressalta o impacto negativo da suspensão, que atinge públicos diversos, como bolsistas do IFRN sem condições financeiras para cursos pagos, idosos que usam o aprendizado para manter a mente ativa, e trabalhadores em busca de qualificação para o mercado.

A mobilização reforça a necessidade de maior transparência e responsabilidade por parte da Funcern, assim como a urgência de soluções que garantam o direito à educação para todos os potiguares afetados pela medida.

Neilla Souza

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