A Operação Caatinga Resiste identificou mais de 10 mil hectares de desmatamento ilegal no semiárido brasileiro, sendo 106 alertas registrados no Rio Grande do Norte. As áreas afetadas pertencem ao bioma Caatinga e não possuíam autorização para supressão da vegetação.
A ação ocorreu entre os dias 9 e 19 de março de 2026 e envolveu uma força-tarefa com participação de Ministérios Públicos, órgãos ambientais e forças policiais de nove estados. No RN, equipes do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Idema, Ibama e do Batalhão de Policiamento Ambiental atuaram diretamente nas fiscalizações.
Durante a operação no estado, foram vistoriados 31 alvos em 17 municípios potiguares, totalizando uma área de mais de 825 hectares fiscalizados. Todas as áreas inspecionadas foram embargadas após a constatação de irregularidades ambientais.
O balanço aponta ainda a emissão de oito notificações, 19 autos de infração, nove embargos e um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), além da aplicação de mais de R$ 718 mil em multas. Os dados reforçam a gravidade das ações ilegais contra o meio ambiente na região.
Em uma das ocorrências, 21 aves silvestres que estavam sendo comercializadas de forma irregular foram resgatadas pelas equipes e devolvidas à natureza, destacando também o combate aos crimes contra a fauna.
A Operação Caatinga Resiste utiliza dados de monitoramento como os do MapBiomas, além do cruzamento de informações de bases oficiais, fortalecendo o combate ao desmatamento ilegal e a preservação dos recursos naturais no semiárido brasileiro.
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