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Domingo, 03 de Maio 2026

Saúde

OCDE: A geração atual vive mais, mas enfrenta múltiplas doenças crônicas

Um relatório da organização aponta que as doenças crônicas não transmissíveis impactam a qualidade de vida e a capacidade laboral, elevando os custos na área da saúde.

Redação
Por Redação
OCDE: A geração atual vive mais, mas enfrenta múltiplas doenças crônicas
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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As doenças crônicas não transmissíveis (DNTs) estão transformando profundamente as estruturas sociais. Condições como enfermidades cardíacas, câncer, diabetes e problemas pulmonares crônicos já atingem milhões de indivíduos a mais do que na geração passada, e essa progressão negativa tende a se intensificar.

Esses dados provêm de um relatório divulgado nesta quarta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo enfatiza que, embora a longevidade tenha aumentado para a geração atual, muitos vivem com a presença simultânea de diversas enfermidades crônicas.

“O relatório sublinha que as DNTs não apenas **diminuem a expectativa de vida** e comprometem a qualidade de vida dos indivíduos, mas também **limitam sua capacidade de atuação profissional**. Consequentemente, há um **aumento nos custos com saúde** e uma **queda na produtividade** e no retorno econômico”, destacou o documento.

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“Apesar disso, a OCDE ressalta que muitos desses efeitos podem ser **prevenidos** através de intervenções nos fatores de risco à saúde, diagnóstico em fases iniciais das doenças e aprimoramento dos tratamentos disponíveis.”

O estudo demonstra que a **prevenção de doenças** gera benefícios sociais e econômicos significativamente superiores ao tratamento tardio. Nações que conseguem diminuir a incidência de fatores de risco primários, como a obesidade e o tabagismo, não só preservam vidas, mas também aliviam a carga sobre os orçamentos destinados à saúde.

Números

O documento aponta que, mesmo após décadas de iniciativas, a incidência das DNTs segue em ascensão. No período de 1990 a 2023, a prevalência de câncer e da doença pulmonar obstrutiva crônica registrou crescimentos de 36% e 49%, respectivamente, enquanto as doenças cardiovasculares viram sua prevalência subir em mais de 27%.

Adicionalmente, os dados de 2023 revelam que, nos países pertencentes à OCDE, um em cada dez indivíduos era diabético e um em cada oito convivia com alguma doença cardiovascular.

A OCDE identifica três motivos cruciais para a escalada contínua da prevalência de DCNTs globalmente:

Embora avanços tenham sido observados na diminuição de alguns fatores de risco, como a poluição atmosférica, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o sedentarismo, esses ganhos foram ofuscados pela **acelerada elevação da obesidade**.

A melhoria nas taxas de sobrevivência, um triunfo inegável da saúde pública, resulta em um número maior de pessoas vivendo por mais tempo com condições crônicas, o que, por sua vez, **intensifica a demanda por cuidados** e a complexidade dos serviços de saúde.

O progressivo **envelhecimento da população** implica que um contingente maior de indivíduos está alcançando idades onde as DCNTs são mais prevalentes.

“Mesmo que os fatores de risco, as taxas de sobrevivência e o tamanho da população se mantenham estáveis, o relatório prevê que a quantidade de **novos casos de DCNT** na OCDE aumentará em **31% entre 2026 e 2050**, impulsionado unicamente pelo envelhecimento demográfico.”

“A organização conclui que a prevalência de **multimorbidade** (a coexistência de múltiplas doenças crônicas ou agudas) está projetada para **crescer 75%** na OCDE (e 70% na União Europeia), com os gastos anuais per capita em saúde associados a doenças não transmissíveis **aumentando em mais de 50%** na OCDE.”

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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