O governo federal autorizou, nesta quarta-feira (29), a transferência de dez presos ligados à facção Comando Vermelho das penitenciárias do Rio de Janeiro para unidades federais de segurança máxima. A decisão foi tomada durante uma reunião emergencial no Palácio do Planalto, convocada após a megaoperação policial realizada no Complexo da Penha, que resultou em quase 130 mortos e mais de 100 pessoas presas.
De acordo com o Palácio do Planalto, o pedido de transferência foi feito pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. O ministro consultou o Ministério da Justiça e Segurança Pública antes de confirmar a medida. O objetivo da transferência é isolar lideranças criminosas envolvidas na coordenação de ações violentas e no comando de facções a partir das penitenciárias estaduais.
O Brasil conta atualmente com cinco presídios federais de segurança máxima, localizados em Mossoró (RN), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF). Ainda não há confirmação oficial se a unidade de Mossoró será uma das que irão receber os presos transferidos. O presídio potiguar, no entanto, é frequentemente utilizado para abrigar detentos de alta periculosidade e já recebeu líderes de facções nacionais.
A megaoperação realizada no Complexo da Penha mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, além de integrantes do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A ação teve como principal objetivo enfraquecer a estrutura do Comando Vermelho, considerada a maior facção criminosa do estado.
Durante os confrontos, criminosos montaram barricadas, lançaram explosivos por drones e atacaram as forças de segurança. Entre os mortos estão dois policiais civis, dois militares e diversos suspeitos de envolvimento com o tráfico. A operação é considerada uma das mais letais já registradas no Rio de Janeiro e segue sendo acompanhada de perto pelo governo federal.

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