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Segunda-feira, 04 de Maio 2026

Estado

Ministério da Saúde inicia vacinação de 24,8 mil profissionais contra a dengue no RN

Estado já recebeu 10,7 mil doses da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e novas remessas estão previstas.

Redação
Por Redação
Ministério da Saúde inicia vacinação de 24,8 mil profissionais contra a dengue no RN
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O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a vacinação contra a dengue para profissionais da Atenção Primária à Saúde em todo o país. A estratégia prevê imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). No Rio Grande do Norte, a ação deve beneficiar 24,8 mil profissionais, com 10,7 mil doses já enviadas ao estado e novas remessas previstas para as próximas semanas.

A campanha utiliza a vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante é de dose única, tetraviral e 100% nacional, sendo considerado um avanço para a autonomia produtiva do país. Neste primeiro momento, o público-alvo inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e demais profissionais que atuam diretamente nas Unidades Básicas de Saúde.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a estratégia prioriza as equipes que atuam na porta de entrada do sistema e nas ações de prevenção, como visitas domiciliares e identificação de focos do mosquito transmissor. A ampliação da vacinação para pessoas de 15 a 59 anos está prevista para o segundo semestre, conforme o aumento da capacidade de produção do imunizante.

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Para viabilizar a campanha, o Ministério investiu R$ 368 milhões na compra de 3,9 milhões de doses, adquirindo todo o quantitativo disponível neste primeiro momento. A pasta também iniciou uma ação de aceleração da vacinação em municípios-piloto para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica da doença.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2025 os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação ao ano anterior, passando de 6,5 milhões para 1,7 milhão de registros prováveis. O número de óbitos também apresentou redução de 72%. Apesar da queda, o governo reforça que a vacinação deve ser aliada às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, incluindo eliminação de criadouros e controle vetorial.

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