Durante mais uma fase da Operação Monjauro, um médico e uma enfermeira foram detidos em flagrante no Rio de Janeiro, em uma clínica localizada na Estrada do Joá, no bairro de São Conrado, zona sul da capital fluminense.
Agentes da Polícia Civil, pertencentes à Delegacia do Consumidor (Decon), com a assistência do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), localizaram na unidade de saúde uma variedade de medicamentos irregulares, entre eles as chamadas "canetas emagrecedoras". Todos os produtos foram confiscados.
A Secretaria de Estado de Polícia Civil comunicou que, "em virtude da seriedade das infrações, o proprietário da clínica, um médico, e a enfermeira responsável técnica pelo estabelecimento foram presos em flagrante delito".
Ambos responderão por crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo.
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Investigação em curso
A identificação das irregularidades foi resultado de um meticuloso trabalho de inteligência e monitoramento da clínica, que culminou na decisão dos agentes de realizar uma fiscalização no estabelecimento.
A secretaria detalhou que, "durante as diligências, os policiais apreenderam canetas emagrecedoras de uso proibido, hormônios sem o devido registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e uma quantidade significativa de medicamentos com prazo de validade expirado".
As apurações indicam que a distribuição desses produtos tem origem na cidade de São Paulo.
A Delegacia do Consumidor segue com as investigações para elucidar a rede de distribuição dos fármacos, com o objetivo primordial de "identificar toda a cadeia criminosa, especialmente os fornecedores das substâncias ilícitas".
A Operação Monjauro, conduzida pela Decon, visa combater indivíduos envolvidos na venda e aplicação de medicamentos sem regulamentação.
Em uma ação anterior, ocorrida na segunda-feira (6), agentes da Decon efetuaram a prisão de um casal que comercializava ilegalmente produtos terapêuticos e emagrecedores.
A Secretaria de Polícia Civil esclareceu que "os itens apreendidos não tinham procedência comprovada e careciam da autorização da Anvisa".

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