Dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo IBGE revelam que 40% dos partos realizados no Rio Grande do Norte em 2023 foram de mães com mais de 30 anos. Em Natal, esse índice chegou a 45%.
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De acordo com a pesquisa de Estatísticas do Registro Civil de 2023, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das 39.341 crianças nascidas vivas no Rio Grande do Norte em 2023, 15.778 foram de mães com idade acima dos 30 anos. O levantamento mostra uma mudança nos padrões reprodutivos no estado e acompanha uma tendência nacional de maternidade em idades mais avançadas.
Apesar do aumento de partos entre mulheres acima dos 30 anos, a faixa etária com maior número de nascimentos foi a de 25 a 29 anos, com 10.130 registros. Em seguida, aparecem as faixas de 20 a 24 anos (8.717 partos) e 30 a 34 anos (8.318 partos). Também foram registrados partos em outras faixas etárias: 4.506 entre 15 e 19 anos, 5.706 entre 35 e 39 anos, 1.651 entre 40 e 44 anos, 100 entre 45 e 49 anos e 33 de mães com 50 anos ou mais.
Na capital Natal, os dados apontam um índice ainda maior de partos em mulheres com mais de 30 anos. Das 9.093 mães que deram à luz na cidade em 2023, 4.097 estavam acima dessa idade, representando 45% do total.
Segundo o IBGE, há alguns anos observa-se uma tendência de mulheres que esperam mais tempo para engravidar. Entre 2010 e 2022, o número de brasileiras que se tornaram mães após os 40 anos aumentou 60% em todo o país, refletindo mudanças sociais, econômicas e profissionais na decisão de se tornar mãe.
Além disso, o relatório divulgado nesta sexta-feira incluiu dados sobre nascimentos, óbitos, casamentos e divórcios registrados em cartórios. O Rio Grande do Norte registrou uma queda de 1,36% no número de nascimentos em comparação com 2022 — a oitava maior redução entre os estados brasileiros e a segunda maior do Nordeste, atrás apenas da Bahia (1,8%). No Brasil, a média de queda foi de 0,76%.
Para o IBGE, essa redução nos nascimentos pode impactar diretamente o planejamento de políticas públicas voltadas à infância, à saúde materno-infantil e à educação, sinalizando transformações nos padrões demográficos da população potiguar.
