Um jogo educativo de tabuleiro criado em uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase/RN) vem se destacando por abordar aspectos culturais, históricos, econômicos e geográficos do estado. Intitulado “Rota do Sol: um Jogo Potiguar”, o material foi desenvolvido no Centro de Atendimento Socioeducativo em Semiliberdade – Casemi Nazaré, em Natal, e passou a integrar os recursos permanentes da unidade.
A iniciativa foi idealizada pela estagiária de Serviço Social da UFRN, Ana Beatriz Nunes Batista, como parte do seu projeto de intervenção apresentado às disciplinas de Tópico em Serviço Social I e II, requisito para a conclusão do Estágio Supervisionado. O trabalho contou com a orientação das professoras Ana Carolina Silva de Azevedo e Ilena Felipe Barros, além da supervisão da assistente social e analista socioeducativa do Casemi, Mora Kissi.
Segundo a autora do projeto, o principal objetivo foi criar uma atividade lúdica que envolvesse fatos e curiosidades sobre o Rio Grande do Norte e a capital, Natal, promovendo bem-estar mental, ocupação produtiva e terapêutica. A proposta também busca diminuir índices de evasão, fortalecer vínculos, estimular o senso de companheirismo e empatia, além de contribuir para o desenvolvimento do projeto de vida dos adolescentes.
O jogo foi elaborado e executado pela primeira vez entre setembro e dezembro de 2025, contando com 45 perguntas e 20 cartas de ação. O design gráfico ficou sob responsabilidade de Letícia Gabrielly Manso do Nascimento, garantindo uma apresentação atrativa e adequada ao público atendido na unidade socioeducativa.
De acordo com Mora Kissi, o jogo foi inspirado em outra experiência anterior sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sinase, desenvolvida em 2024. A escolha de trabalhar a história do Rio Grande do Norte partiu da própria estudante, como forma de assegurar os direitos à cultura e ao lazer previstos no Plano Individual de Atendimento de cada socioeducando.
A experiência tem sido avaliada de forma bastante positiva, especialmente pelo engajamento dos adolescentes. Por ser um jogo de tabuleiro, a atividade exige a participação de vários jogadores, o que favorece a colaboração, a interação e o fortalecimento de vínculos. Além disso, o recurso foi utilizado recentemente como instrumento de avaliação após uma aula no Rio Potengi, reforçando seu potencial educativo e pedagógico dentro do sistema socioeducativo.

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