A indústria do Rio Grande do Norte apresentou avanço significativo em 2025, com destaque para o setor têxtil, que registrou crescimento de 48% e ampliou sua participação na produção industrial do estado. Os dados constam em análise técnica da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), com base em informações do IBGE.
Entre janeiro e novembro de 2025, a confecção de artigos do vestuário e acessórios passou a liderar a atividade industrial potiguar, representando 30% do total da produção. Em 2024, o setor correspondia a 21%, o que demonstra um aumento expressivo de nove pontos percentuais em apenas um ano.
Além do têxtil, a estrutura industrial do estado em 2025 contou com a indústria de transformação (22%), fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (21%), produtos alimentícios (21%) e indústrias extrativas (6%). Apesar de retrações em alguns segmentos, outros setores assumiram protagonismo e garantiram o dinamismo econômico.
O desempenho entre 2024 e 2025 revela um processo de reorganização da indústria potiguar, influenciado por oscilações do mercado internacional e pela redução dos preços do petróleo. Nesse cenário, setores como o têxtil, o extrativo e o alimentício se destacaram, reforçando a resiliência da economia estadual.
Segundo a SEDEC, políticas públicas como o PROEDI, que concede crédito presumido de ICMS para incentivar a indústria, e o programa RN+ Exportação têm sido fundamentais para impulsionar o setor produtivo, preservar empregos e estimular a inovação.
Como resultado dessas ações, o Centro Industrial Avançado (CIA) alcançou 98,7% de ocupação em 2025, gerando mais de 2.200 empregos diretos e cerca de 2.700 indiretos. Os números reforçam o papel estratégico da indústria como motor do desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte.

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