Depois de iniciar 2026 com estoques em nível crítico, o Hemonorte apresentou uma melhora no volume de bolsas de sangue coletadas após o chamamento público realizado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), na primeira semana do ano. A mobilização da população resultou em aumento temporário nas doações, mas a direção do hemocentro reforça que o cenário ainda exige atenção constante.
Atualmente, o Hemonorte coleta, em média, cerca de 180 bolsas de sangue por dia. No entanto, a maior parte desse material segue diretamente para atender demandas imediatas de hospitais e unidades de saúde do Rio Grande do Norte, sobretudo em casos de urgência e cirurgias, o que dificulta a recomposição dos estoques de segurança.
Segundo a diretora de apoio técnico do Hemonorte, Miriam Mafra, a resposta da população foi positiva após a divulgação do alerta, levando inclusive à necessidade de reorganização do atendimento. Ela explica que o aumento no fluxo de doadores motivou o reforço do sistema de agendamento prévio, por telefone ou pelo site, para garantir melhor organização e acolhimento.
Apesar da elevação no número de candidatos, parte deles acaba sendo considerada inapta durante a triagem clínica ou tem a doação descartada após exames sorológicos. Com isso, o equilíbrio entre coleta e consumo permanece delicado, já que a demanda diária dos principais hospitais chega a níveis semelhantes ao volume efetivamente coletado.
Em relação aos tipos sanguíneos, a maior vulnerabilidade segue entre os fatores negativos, especialmente O- e O+, que são amplamente utilizados em situações de emergência. Embora o tipo AB positivo apresente situação mais confortável no momento, o Hemonorte reforça que todos os tipos sanguíneos são necessários para manter o atendimento regular da rede hospitalar.
A direção do hemocentro destaca ainda que a redução no número de doadores no fim e início do ano é recorrente, mas foi mais acentuada em 2026. Diante disso, o Hemonorte reforça o apelo para que a população mantenha uma cultura permanente de doação, ressaltando que o procedimento é seguro, essencial para salvar vidas e fundamental para evitar novos períodos de desabastecimento no estado.
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