A governadora Fátima Bezerra e a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, se reuniram nesta sexta-feira (5) em Natal para reforçar a Rede de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres no Rio Grande do Norte. O encontro, realizado no auditório da Governadoria, contou com a participação de representantes do Poder Judiciário, Ministério Público e sociedade civil, além de coletivos locais.
Durante o evento, foram apresentadas diversas ações do Governo do Estado voltadas à proteção das mulheres, incluindo a criação de sete novas Delegacias da Mulher, concursos públicos na área da segurança, a Delegacia Virtual e 24h, a ampliação da Patrulha Maria da Penha, o projeto Maria da Penha Vai à Escola, a construção do Hospital da Mulher e a Casa de Acolhimento Anatália de Melo Alves, em Mossoró.
A Ministra Márcia Lopes destacou a importância de estratégias integradas e articuladas para combater a violência de forma eficaz. “Fiquei feliz que o índice de feminicídio no RN diminuiu mais de 20%, mas ainda existe aumento de estupros e outras violências. Precisamos de um sistema que proteja e acolha”, afirmou.
A Patrulha Maria da Penha, ampliada para diversos municípios do estado, atua diretamente acompanhando mulheres que denunciam violência, garantindo proteção e acompanhamento contínuo. Segundo a coordenadora, Coronel Helena, mais de 1.800 mulheres foram assistidas neste ano, todas com segurança assegurada.
O programa Maria da Penha Vai à Escola também ganhou destaque, promovendo educação em direitos humanos e prevenção da violência desde cedo, através de multiplicadores e cartilhas educativas. “Nenhum menino nasce assassino. Acreditamos que a educação pode transformar a cultura patriarcal e misógina ainda presente em nossa sociedade”, afirmou Maisy de Medeiros, coordenadora do projeto.
Entre os participantes do evento estavam secretárias estaduais, subsecretárias, representantes do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência, delegadas, controladora-geral do estado, defensorias, parlamentares e representantes de movimentos sociais, reforçando a integração entre governo e sociedade na luta pela proteção das mulheres.

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